Minha Caixinha do Correio #61

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Olá,

Segue a terceira parte dos recebidos acumulados. Essa caixinha é especial da Novo Conceito.

Muito obrigada Novo Conceito! Em breve resenhas.



CORTESIAS


















Beijos

Minha Caixinha do Correio #60

segunda-feira, 2 de outubro de 2017
Oi gente,

Vamos a mais uma caixinha do correio dos meses anteriores. Agradecimento especial a Editora Arqueiro!



CORTESIAS


Recebei da Editora Arqueiro, o livro "A Casa do Lago" de Kate Morton com bottom e um caderno com lápis fofo demais! Amei <3. Obrigada Arqueiro!





Recebei da Editora Arqueiro, o livro "A Grande Ilusão" de Harlan Coben com bottom. Obrigada Arqueiro!




Recebei da Editora Arqueiro, o livro "Onze Leis a Cumprir na Hora de Seduzir" de Sarah MacLean com bottom. Obrigada Arqueiro!




Recebei da Editora Arqueiro, o livro "A Árvore da Vida" de Lucinda Riley com marca página de metal. Obrigada Arqueiro!






TROCA

Fiz troca de livros nos estandes dentro dos terminais de ônibus de São Paulo. Peguei "Contos Clássicos de Vampiro" de Byron, Stoker e outros e "São Paulo no século XVIII" de Francisco Vidal Lima.



Beijos

Resenha do livro: O Treinador do meu Sobrinho de Vanessa Gramkow

terça-feira, 19 de setembro de 2017




               Ella Editora
               Romance/Literatura Brasileira
               Número de páginas: 146

Sinopse: “Duda aprendeu que a vida não era fácil, mas nunca se deixou abater pelos obstáculos. Conhecida por sua personalidade ousada, ela valorizava sua própria liberdade acima de quaisquer sentimentos. A vida estava sempre sob seu controle... até seu sobrinho, o jovem tenista Igor, garantir-lhe que André, seu treinador, seria o “homem ideal” para ela. Duda não acha que precisa de qualquer relacionamento sério, aliás, aprendeu que o amor não existe para todos, especialmente não para ela. Por isso, tudo soava muito divertido quando Duda soube que finalmente conheceria o “tão mencionado” André; o problema é que o tal “homem ideal” era um babaca que parecia muito disposto a irritá-la. Agora, Duda precisará lidar com as expectativas românticas de seu sobrinho, a monitoria estressante de sua irmã mais velha, o confronto com seu próprio passado doloroso e a verdade de que nunca é tarde para aprender a amar.”

Maria Eduarda é fotógrafa e uma típica mulher atual, batalhadora, ousada, independente e com um temperamento forte. De brinde, ela tem uma cabeça dura e um medo gigantesco de se apaixonar, consequência da morte precoce de seus pais. Duda cresceu apenas com sua irmã, Mariana, a qual é um pouco controladora e não entende a forma livre com que sua irmã leva a vida.

Como vocês podem imaginar, Duda é vista como a tia maneira para qualquer garoto de 13 anos. Igor simplesmente adora sua tia e pede para que ela o fotografe no campeonato de tênis do qual irá participar. Atendendo ao pedido do sobrinho, Duda larga tudo e volta para o Brasil, justamente na época de carnaval.

Como prefere viajar de madrugada, o táxi de Duda acaba ficando preso em meio a uma turba de foliões retardatários. Vendo nisso uma ótima oportunidade para tirar algumas fotos, Duda desce do carro e vai para a rua. É então que ela conhece um cara tão ousado quanto ela, capaz de mexer profundamente com ela com apenas um beijo.

Não demora muito para Duda descobrir que o desconhecido arrogante que encontrou na madrugada é André, o treinador do seu sobrinho, exatamente quem Igor já havia afirmado ser o cara certo para ela, capaz de fazê-la abandonar sua ‘vidinha de balada’ e sossegar ao lado do amor da sua vida.

“Odiava pensar que, não importa o quanto amemos uma pessoa, um dia iremos perdê-la. Acho que por causa disso, sempre fechei meu coração aos homens e nunca me entreguei a uma paixão avassaladora. Tinha medo de me magoar e não estava a fim de perder mais ninguém. Queria ter a lembrança de sofrer por amor apenas por meus pais, pois essa já era uma dor grande e não estava disposta a suportá-la novamente.” (pág. 35)

A atração entre Duda e André é inegável, fazendo com que ela não encontre outra saída a não ser aceitar que está se apaixonando pelo cara mais irritante do planeta. Basta apenas uma noite juntos para que Duda crie coragem para enfrentar sua irmã e assumir seus sentimentos. Pelo menos, essa era a ideia, até que, na manhã seguinte, nossa protagonista é apresentada à Vitória, a esposa de André.

Revoltadíssima consigo mesma por cair na cilada do amor (ô palavrinha supervalorizada, né?), ela resolve reatar com Alex, um ex com quem Duda teve uma história um tanto quanto tumultuada. Mas, como todo mundo sabe, voltar com ex é como tomar banho e vestir roupa suja, Alex, apesar de ser um fofo, não é capaz de fazer com que Duda tire o cafajeste da cabeça.

Não vou ficar aqui querendo fazer suspense, quando é óbvia a maneira como a história termina. Porém, o caminho que Maria Eduarda teve que percorrer até engolir seu orgulho e admitir que talvez o amor pudesse realmente existir foi o que mais gostei na história. Entretanto, a evolução da Duda como personagem não condiz com a maturidade de suas atitudes: ela passa de uma mulher independente e de atitude para uma menina birrenta e malcriada, achando que todos têm a obrigação de fazer o que ela quiser, só porque ela finalmente resolveu assumir o que sente.

O livro é bem curtinho, então tudo acontece bem de repente e algumas pontas acabam ficando soltas, mas a história tem um final bem gracinha. A narrativa é escrita em primeira pessoa, as páginas são brancas e a diagramação é simples. Um ponto negativo foi a revisão do texto, pois tem alguns erros de língua bem comprometedores (tá, eu sei, sou insuportavelmente gramaticalista. Sorry). Contudo, de modo geral, Vanessa consegue demonstrar seu grande potencial, o que é simplesmente maravilhoso, pois a literatura brasileira carece de novos bons autores.

Enfim, se você está procurando um romance envolvente e rápido, O Treinador do meu Sobrinho será uma companhia agradável para uma tarde de domingo.


Gabriele Sachinski

Minha Caixinha do Correio #59

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Olá gente,

Segue a 1ª caixinha do correio dos livros acumulados dos últimos meses. Dividi os livros em 3 postagens para não ficar enorme hahaha. Os livros são lindos e em breve resenha de todos eles.  



CORTESIAS

Recebi da editora Arqueiro, o livo "O Duelo dos Imortais" de Colleen Houck junto com bottom. Amo essa série <3. Obrigada Arqueiro!




Recebi da editora Arqueiro, o livo "Meus Dias Com Você" de Clare Swatman junto com bottom e marca página magnético. Obrigada Arqueiro!




Recebi da editora Novo Conceito, o livo "Provence: O lugar onde se curam corações partidos" de Bridget Asher. Obrigada Novo Conceito!





Recebi da editora Novo Conceito, o livo "Caraval" de Stephanie Garber. Obrigada Novo Conceito!





Recebi da editora Novo Conceito, o livo "Um Verão para Recomeçar" de Morgan Matson. Obrigada Novo Conceito!





TROCAS


Troquei no terminal de ônibus em São Paulo, os livros "Por um Fio" de Drauzio Varella e "Mensagens de Ignês de Castro" de Francisco Cândido Xavier e Caio Ramacciotti.

Já li e adorei o livro do Drauzio Varella. Em breve resenha!




Até a próxima.

Beijos

Resenha do livro: Lonely Hearts Club de Elizabeth Eulberg

domingo, 20 de agosto de 2017




             Título original: The Lonely Hearts Club
           Editora Intrínseca
           Literatura Infanto-Juvenil Norte Americana
           Número de páginas: 238


Sinopse: “Penny Lane Bloom cansou de tentar, cansou de ser magoada e decidiu: homens são o inimigo. Exceto os únicos quatro caras que nunca decepcionaram uma garota — John, Paul, George e Ringo. E foi justamente nos Beatles que ela encontrou uma resposta à altura de sua indignação: Penny é fundadora e única afiliada do lonely hearts club — o lugar certo para a mulher que não precisa de namorados idiotas para ser feliz. Lá, ela sempre estará em primeiro lugar, e eles não são nem um pouco bem-vindos. O clube, é claro, vira o centro das atenções na escola McKinley. Penny, ao que tudo indica, não é a única aluna farta de ver as amigas mudarem completamente (quase sempre, para pior) só para agradar aos namorados, e de constatar que eles, na verdade, não estão nem aí para elas. Agora, todas querem fazer parte do lonely hearts club, e Penny é idolatrada por dezenas de meninas que não querem enxergar um namorado nem a quilômetros de distância. Jamais. Seja quem for. Mas será realmente que nenhum carinha vale a pena?”                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              
Lonely Hearts Club é um daqueles livros que nos cativa logo de cara. A premissa é chamativa, a capa interessante e a frase de efeito me dizia tudo o que estava sentindo no momento em que comprei o livro. Nem preciso dizer que esperava muito dessa leitura e fico feliz em afirmar que fiquei completamente satisfeita.

Penny Lane acaba de ter uma decepção amorosa (mas quem nunca?) com seu namoradinho de infância e, por isso, passou a desacreditar completamente nos garotos. Cansada de sempre quebrar a cara nos relacionamentos e de ver suas amigas passarem por isso também, ela decide que não irá namorar nunca mais. Ou, pelo menos, não enquanto não terminar o Ensino Médio.

É nesse momento que ela decide fundar o Lonely Hearts Club, do qual passa a ser presidente e única integrante. Mas essa sua solidão não duraria muito tempo, pois a insatisfação amorosa não era exclusividade de Penny e mais garotas passaram a integrar o Clube, começando por suas melhores amigas, Tracy e Diane.

“Pra ser sincera, estou cansada de tudo. Os joguinhos... os garotos... tudo. Duvido que haja aqui alguma menina que nunca tenha ficado obcecada imaginando se aquele garoto iria ligar, ou se teria companhia para ir a uma festa. E por causa da pressão para fazer isso e aquilo com um garoto, acabamos nos conformando com alguém que não vale a pena [...] Por que fazemos isso? Por que nos damos o trabalho?” (pág. 113/4)

Aos poucos, Penny e o Clube foram ficando populares. O que mais me chamou a atenção foi a forma como a autora nos mostra a força das amizades sinceras, aquelas que nos apoiam e nos compreendem acima de tudo, sem jamais nos julgarem. É de mais amigos assim que o mundo precisa!

O livro é infanto-juvenil, então não é difícil imaginar que haverá cenas clichês e até mesmo um romance, mas tudo foi muito bem escrito e mesmo já imaginando o final, gostei muito da maneira como Elizabeth encerra a história, colocando sempre a amizade em primeiro lugar e nos mostrando que nós, mulheres, não estamos em uma eterna competição para ver quem tem o corpo mais bonito, o melhor cabelo etc., nem precisamos acabar umas com as outras para nos sentirmos melhor e MUITO MENOS precisamos de um namorado para sobreviver!

O livro é escrito em primeira pessoa e flui muito bem, em poucas horas a leitura é finalizada. As páginas são amarelas e a diagramação está caprichada. Quanto à capa, título, sinopse e frase de efeito, já confessei ter sido fisgada por eles.

Recomendo e muito a leitura desse livro, principalmente se você busca por uma leitura leve e agradável. Amei! <3

Obs.: No momento, acho que vou fundar um Lonely Hearts Club para mim também, rs. E a primeira providência será acabar com as perguntas do gênero “Cadê seu namorado?”. Afinal de contas, quem disse que não podemos ser felizes e realizadas apenas porque estamos solteiras? Eu, heim! Kkkkk ;)


Gabriele Sachinski


Resenha do livro: Quarenta Dias de Maria Valéria Rezende

segunda-feira, 31 de julho de 2017




             Companhia das Letras
             Romance/Literatura Brasileira
             Número de páginas: 248


Sinopse: “Quarenta dias no deserto, quarenta anos." É o que escreve Alice, a narradora de Quarenta dias, ao anotar num caderno escolar pautado seu mergulho gradual em dias de desespero, perdida numa periferia empobrecida que ela não conhece, à procura de um rapaz que ela não sabe ao certo se existe. Alice é uma professora aposentada, que mantinha uma vida pacata em João Pessoa até ser obrigada pela filha a deixar tudo para trás e se mudar para Porto Alegre. Mas uma reviravolta familiar a deixa abandonada à própria sorte, numa cidade que lhe é estranha, e impossibilitada de voltar ao antigo lar. Ao saber que Cícero Araújo, filho de uma conhecida da Paraíba, desapareceu em algum lugar dali, ela se lança numa busca frenética, que a levará às raias da insanidade. "Eu não contava mais horas nem dias", escreve Alice. "Guiavam-me o amanhecer e o entardecer, a chuva, o frio, o sol, a fome que se resolvia com qualquer coisa, não mais de dez reais por dia.”

Quarenta Dias era o último livro de uma (imensa) lista de leituras que meu professor de Literatura Brasileira Contemporânea solicitou esse semestre. Eu havia acabado de ler Harmada e estava desnorteada ainda, imaginado o que Quarenta Dias me reservava. Fico feliz em lhes dizer que foi uma grata surpresa.

Um livro surpreendente leve e emocional. Uma história tão verídica que chega a doer. Contada com uma simplicidade, uma delicadeza, que contribui ainda mais para seu caráter reflexivo.

Alice nasceu na Paraíba, se apaixonou, teve uma filha, enviuvou e trabalhou a vida toda como professora de francês. Um dia, sua filha, que estava muito bem casada com um gaúcho e morando no Rio Grande do Sul, resolve que queria ser mãe. Na mente minúscula dela, Alice deveria largar tudo, pedir aposentadoria e vir morar com ela, para cuidar do neto (é o fim da picada).

É claro que essa não era a ideia de futuro que Alice tinha em mente, cuidar de criança e morar em uma geladeira (para ela, nordestina, as temperaturas do sul eram congelantes), mas, depois de muita chantagem emocional por parte da filha, ela acaba aceitando.

Gente, essa filha da Alice me deixou com tanta raiva, mas tanta raiva que vocês não têm ideia! Como se não bastasse achar que a mãe dela era babá e fazê-la vir morar do outro lado do Brasil, a bonita resolve ir para a Europa. Isso mesmo. Ela arrasta a mãe para o Rio Grande do Sul e daí vai para a Europa com o maridex, bem linda e formosa, e abandona a mãe em uma terra desconhecida, onde ela não tem amigos e ainda é descriminada.

O que vocês acham que aconteceu com a Alice? Surtou, é claro. Surtou e saiu correndo. Entrou em um táxi, foi parar no apartamento dela (do qual ela também não gostava), inventou uma história de viagem para caso a procurassem e ficou escondida.

Foi então que uma amiga lá da Paraíba liga para ela contado do Cícero, filho de uma outra amiga, que estava trabalhando no RS e simplesmente parou de dar notícias para a mãe. Será que a Alice não podia procurar por ele e avisá-lo de que a mãe estava preocupada com a falta de notícias? Claro, claro ela faria isso.

Essa foi a desculpa perfeita para ela sair andando sem rumo pelas ruas do Rio Grande do Sul, sempre munida da história do Cícero e sua mãe, coitada, preocupada com o filho perdido em uma terra distante.

Alice vaga pelas ruas, becos e favelas por quarenta dias. E o mais importante: ela faz isso por opção. Dorme nas ruas, sofre preconceito, se redescobre. É estranho pensar que uma professora aposentada, com um apartamento novinho em folha e uma filha financeiramente estável (embora emocionalmente ausente) opte por viver nas ruas, dormir no chão, tomar banho na rodoviária. Mas para onde mais ela iria? Voltar para uma casa vazia? Para as conversas com seu caderno-diário ou com a diarista? Que vida ela tinha para que pudesse ter para onde voltar?

“Aqui no caderno eu paro agora, Barbie. Vou cuidar das urgências, da luta contra o caos material, que o outro caos, o da minha cabeça, já não me preocupa tanto.” (pág. 203)

É interessante ressaltar que só ficamos sabendo disso tudo depois que ela já voltou para casa. Como não tem com quem conversar, conta suas andanças para um caderno da Barbie, o qual salvou de ir para o lixo no dia em que sua filha fez suas malas para a mudança. É triste pensar em como essa história é real.

Assim como a filha de Alice, existem muitas outras por aí. Que pensam que suas mães não fizeram o bastante em criá-las, precisam criar os netos também, enquanto elas vão em busca de seus objetivos pessoais. Nada contra quem conta com a ajuda dos avós para cuidar de seus filhos, mas a questão aqui é que Alice não queria isso. Ela não queria ter que abrir mão de sua liberdade, sua profissão, sua casa, sua terra, sua vida e ser arrastada e ‘reduzida’ ao papel de avó. Abandonada em uma terra estranha, gelada, sem ninguém. Só com um caderno com uma boneca boba e sem vida. Sem ninguém para conversar. Sem amor.

É triste constatar que é essa a visão que se tem da mulher ainda hoje. Nem toda luta pelo empoderamento feminino foi capaz de acabar com a mentalidade pequena de que a mulher nasceu para constituir família. Crescer, casar, ser mãe, ser avó, morrer. Morrer. Morrer infeliz, talvez? Não realizada? Ou morrer como uma forma de então se libertar do padrão feminino imposto pela sociedade?

Nesses quarenta dias, durante os quais Alice conheceu todo o tipo de gente, por onde andou sua filha? Passei o livro todo me perguntando isso. Cadê aquela desmiolada? Foi para a Europa passear e deixou a mãe, abandonada, triste e sem rumo. Será que em momento algum a consciência dela não pesou? É capaz alguém ser tão insensível assim com a mulher que lhe deu a vida?

Nessa história, só conseguimos saber o que Alice conta para a Barbie, apenas aquilo de que ela se recorda de ter vivido. Presente e passado vão se mesclando para a construção do enredo e alguns trechos acabam abruptamente. E é assim o final do livro: de repente, acabou.
Mas assim também não o é o fim da vida?...



Gabriele Sachinski

Autora parceira: Vanessa Gramkow

quarta-feira, 19 de julho de 2017
Oi gente,

É com muito prazer que apresento-lhes a nova parceira do blog: Vanessa Gramkow. Ela é autora do livro "O treinador do meu sobrinho". Vamos conhecê-la!




A autora



Vanessa Gramkow nasceu em 22 de setembro de 1982, na cidade de Presidente Getúlio (SC), onde permanece morando com seu marido e filho. Formou-se em Pedagogia, com especialização em Educação Infantil e Anos Iniciais, e atua profissionalmente como professora, área na qual adora trabalhar, pois não apenas transmite conhecimento como também sabe que educar é um ato de amor. Apaixonada pela leitura, nas horas vagas dedica-se a realizar um grande sonho, ser escritora, com o objetivo de fazer com que seus leitores, em cada história, reflitam sobre os pequenos momentos da vida.




A obra

Sinopse: Duda aprendeu que a vida não era fácil, mas nunca se deixou abater pelos obstáculos. Conhecida por sua personalidade ousada, ela valorizava sua própria liberdade acima de quaisquer sentimentos. A vida estava sempre sob seu controle... até seu sobrinho, o jovem tenista Igor, garantir-lhe que André, seu treinador, seria o “homem ideal” para ela. Duda não acha que precisa de qualquer relacionamento sério, aliás, aprendeu que o amor não existe para todos, especialmente não para ela. Por isso, tudo soava muito divertido quando Duda soube que finalmente conheceria o “tão mencionado” André; o problema é que o tal “homem ideal” era um babaca que parecia muito disposto a irritá-la. Agora, Duda precisará lidar com as expectativas românticas de seu sobrinho, a monitoria estressante de sua irmã mais velha, o confronto com seu próprio passado doloroso e a verdade de que nunca é tarde para aprender a amar.




Contato


Resenha do livro: Correndo para Você de Rachel Gibson

sexta-feira, 30 de junho de 2017




            Título original: Run to You
         Jardim dos Livros – Geração Editorial
         Romance/Literatura norte-americana
         Número de páginas: 247

Sinopse: “Stella Leon é uma bela mulher. Aos vinte e oito anos ela já viveu muitas aventuras em Miami, onde vive e trabalha como garçonete. Brigas, sensualidade e rock’n roll fazem parte de sua rotina. Mas o que está prestes a acontecer colocará sua vida de pernas pro ar! Um homem misterioso (e lindo) está à sua procura. Ele traz notícias de um passado que Stella não quer lembrar, e para onde não pretende voltar de jeito nenhum. Por que ela deveria deixar tudo pra trás e ir com ele para o interior do Texas? Por algum motivo, Stella confia nele. Por alguma razão ela se sente totalmente quente perto dele...”

“Correndo para Você” é o segundo volume da série Military Men – o primeiro é “Salve-me” (link da resenha). Apesar disso, não há qualquer necessidade de ter lido o anterior para ler este, pois as histórias são independentes (embora apresentem algumas semelhanças).

Stella Leon tem 28 anos e considera-se uma mulher forte e independente. Sua mãe foi trabalhar de babá da filha de um rico fazendeiro do interior do Texas e viu nele a oportunidade de melhorar de vida: engravidou de Stella. Porém, ao invés de ser promovida de empregada a esposa, o que Marisol conseguiu foi uma passagem de volta para o México, uma graninha para comprar uma casa, alguns cheques para manter a criança e uma poupança que deveria ser passada à menina quando esta completasse 25 anos. 

E foi assim que Stella cresceu, sabendo-se rejeitada pelo pai por ser a filha bastarda, enquanto a filha legítima, Sadie (protagonista de “Salva-me”), era criada como uma princesa do Texas. Por isso que, mesmo após completar 25 anos, ela se recusou a assumir o controle sobre sua poupança, passou-a para o nome de sua mãe e foi tentar ganhar a vida, por seu próprio mérito (só aí ela já ganhou uns pontinhos comigo rsrs).

E então, o pai dela morre. Stella, como a bastarda rejeitada, nada sente. Sadie, por outro lado, descobre que tem uma meia-irmã, cuja existência ela jamais desconfiou, e tenta encontrá-la. Para isso, ela e Vince, seu noivo, pedem um favor a Beau Junger, amigo de Vince e ex-fuzileiro da Marinha Americana, que possui uma Agência de Logística e Segurança e certa facilidade em rastrear/espionar pessoas. A tarefa dele, então, seria encontrar Estella Immaculada Leon-Hollowell e dizer-lhe que sua irmã, Sadie Jo Hollowell, gostaria de conhecê-la. Simples, rápido e fácil, não é?

Bom, seria. Caso Stella não estivesse sendo atacada por seu chefe – que, só para constar, tem acordos com a máfia – quando Beau a encontra e, com seu temperamento tranquilo de quem já atuou como atirador de elite em guerras demais, resolve quebrar a mandíbula de Ricky. É claro que isso enfureceu o homem, que mandou dois capangas, os irmãos Gallo, ao apartamento de Stella para querer saber o nome de Beau.

Agora, além de ter uma irmã com a qual não tem certeza se quer contato, estar desempregada, sem poder voltar ao seu apartamento, nossa mocinha precisa escapar da máfia. Como? Pedindo ajuda ao herói, é claro.

“Os lábios dele estavam apenas um pouco acima dos dela, e ela tentou imaginar se ele a beijaria. De novo. Se ele faria aquela coisa que a fazia sentir-se consumida e depois empurrá-la. De novo. Ela não queria ser deixada de lado. Facilmente abandonada. De novo.” (pág. 154)

Mas é óbvio que contar com a ajuda de um ex-fuzileiro, louro, alto e sarado não vai dar certo, não é? Ou vai, dependendo da concepção sobre o que é certo...
Como Beau é meio (bem) responsável pela atual situação de Stella, ele promete salvá-la e levá-la até Sadie, afinal, essa era sua missão desde o início. Como ela se recusa a ir de avião ou ônibus, a solução será dirigir até Lovett, Texas, durante seis dias. Seis dias! É claro que vai rolar algo entre eles, né minha gente?

Pois é, mas tem mais complicações por aí: nossa mocinha é virgem. Isso mesmo. Uma virgem de 28 anos que prometeu a si mesma que só se entregaria para o homem que amasse e com o qual fosse se casar (mas isso não a impede de ‘brincar’ um pouquinho, veja bem hahaha). Beau decidiu que não vai mais fazer sexo por sexo, só com a mulher que será sua futura esposa. Mas então tá fácil, certo? Simples: casem os dois e pronto.

Mas não, vamos complicar. Ele não se envolve com mulheres que sejam parentes de amigos seus e nem com clientes duas. Stella é as duas coisas, pois será cunhada de Vince quando este se casar com Sadie; e faz parte da sua missão atual. Mas eles estão tão pertos... 

Além dessa parte do romance, a história traz uma reflexão bem legal sobre as relações entre familiares, em especial entre irmãos. Stella vai conhecer uma irmã que nunca sequer viu, mas de quem sempre soube. O medo de não agradá-la a deixa maluca, com direito a crises de pânico e tudo. Beau tem uma relação conturbada com o pai (um canalha) e um irmão gêmeo com temperamento tão explosivo quanto o dele. As discussões entre os dois são divertidíssimas. Além de serem fisicamente idênticos, ambos serviram aos Estados Unidos em guerras e Blake está com crises de estresse pós traumático. Beau sabe que convencê-lo a buscar tratamento vai ser mais difícil do que decidir o que fazer com Stella (e olha que ele não faz nem ideia de como agir com ela...).

A história é narrada em terceira pessoa e o foco alterna entre os protagonistas. As páginas são amarelas e a diagramação é simples. Os capítulos não são muitos longos, assim como no volume anterior. A capa está bem ao estilo dos livros da Rachel e com a cara do Texas. O texto apresenta alguns problemas de língua, mas nada que atrapalhe a leitura.

Como se trata de uma “continuação” da série, foi inevitável não comparar os dois livros e devo confessar que preferi o anterior. Apesar desse enredo também ser muito bom, as coisas foram acontecendo rápido demais e não tiveram nenhuma abordagem mais profunda, como aconteceu com os transtornos de Vince, no volume anterior. A questão da máfia, por exemplo, foi totalmente deixada de lado. Até as cenas mais hots, marcas da autora, estavam mais pra mornas que quentes.

Mesmo assim, vale a pena ler, até porque é uma leitura bem rápida e envolvente. Recomendo!


Gabriele Sachinski

Resenha do livro: Era Uma Vez no Outono de Lisa Kleypas

terça-feira, 13 de junho de 2017




             Título original: It Happened One Autumm
            Editora Arqueiro
            Literatura Estrangeira/Romance Histórico
            Número de páginas: 283

Sinopse: “A jovem e obstinada Lillian Bowman sai dos Estados Unidos em busca de um marido da aristocracia londrina. Contudo nenhum homem parece capaz de fazê-la perder a cabeça. Exceto, talvez, Marcus Marsden, o arrogante lorde Westcliff, que ela despreza mais do que a qualquer outra pessoa. Marcus é o típico britânico reservado e controlado. Mas algo na audaciosa Lillian faz com que ele saia de si. Os dois simplesmente não conseguem parar de brigar. Então, numa tarde de outono, um encontro inesperado faz Lillian perceber que, sob a fachada de austeridade, há o homem apaixonado com que sempre sonhou. Mas será que um conde vai desafiar as convenções sociais a ponto de propor casamento a uma moça tão inapropriada?

‘Era uma vez no Outono” é o segundo volume da série As Quatro Estações do Amor e agora é a vez de conhecer a história de uma das minhas personagens favoritas do livro anterior: a irreverente Lillian Bowman.

Com muito dinheiro e uma língua ferina, Lillian é, de longe, a mais divertida das autointituladas “Flores Secas” (o grupo de quatro amigas que se uniram no volume anterior para se ajudarem a arrumar marido) e suas respostas irreverentes me fizeram gostar ainda mais da personagem.

Convidadas novamente a passarem alguns dias na propriedade dos Marsdens, em Hampshire, Lillian, sua irmã Daisy, Evie e Annabelle veem nesse convite a oportunidade perfeita para arranjarem um marido para a Flor Seca da vez, Lillian. Devido ao fato de ser americana, nossa protagonista precisa casar com algum aristocrata, para, enfim, ser completamente aceita na sociedade londrina. Contudo, seus modos não muito educados (segundo as regras de etiqueta da aristocracia londrina) e seu temperamento difícil tornam essa tarefa quase impossível. Quase.

Já no volume anterior, foi impossível negar a química entre Lillian e Marcus Marsden, o conde de Westcliff. Com temperamentos muito parecidos, os dois têm tudo para serem um casal perfeito – isso, claro, se eles não se matarem antes.

“– Medo de você? – disse Lillian sem pensar. – Meu Deus, eu nunca teria.Westcliff inclinou a cabeça dela para trás e a encarou, e um sorriso se espalhou lentamente pelo seu rosto.– Não, não teria – concordou. – Você seria capaz de cuspir no olho do demônio, se quisesse.” (pág. 195)

Marcus tem apenas um interesse na família Bowman: fechar uma parceria com a saboaria da família. Bom, pelo menos é isso o que ele diz para si mesmo. Mas a proximidade de Lillian vai mexer com o controlado conde, fazendo-o perder a razão diversas vezes.

Apesar de estar apaixonada por Marcus e saber que ele também se sente atraído, Lillian sabe que Westcliff jamais se casará com ela. Afinal, ele possui o título mais antigo da aristocracia londrina e é convencional demais para ignorar todas as expectativas e se casar com uma americana mal educada e desbocada. É nesse momento que um possível pretendente aparece para Lillian.

Sebastian St. Vicent, herdeiro do ducado de Kingston, está praticamente falido e vê em Lillian a oportunidade perfeita para seus problemas financeiros. Por outro lado, ela vê em St. Vicent a chance de casar-se com um aristocrata e, de quebra, conseguir um titulo maior do que o de Westcliff. Além disso, ela adoraria ver Marcus obrigado a chamá-la de Vossa Graça...

A presença de um novo pretendente, ainda mais com a fama de libertino e depravado de St. Vicent, faz com que Marcus se morda de ciúmes. Mas será que isso será o suficiente para fazer com que o nobre tão controlado vá contra as convenções sociais e assuma seus verdadeiros sentimentos? Lillian e Marcus seriam capazes de deixar de lado suas rixas e viverem um grande amor? Ou tentar juntá-los seria o mesmo que prender dois leões enfurecidos dentro de uma jaula? 

A história é escrita em terceira pessoa e flui muito bem. Além de ter uma escrita super leve, os diálogos protagonizados por Lillian rendem boas risadas. As páginas são amarelas, a diagramação é simples e a capa está linda, seguindo o padrão do volume anterior.

Estou ansiosa para ler o próximo volume, principalmente porque as últimas páginas desse livro me permitiu um pequeno vislumbre da enrascada na qual Evangeline Jenner vai se meter...
Favoritado! <3


Gabriele Sachinski

Minha Caixinha do Correio #58

sábado, 10 de junho de 2017






















Olá gente,

Segue caixinha do correio acumulada dos últimos meses só com livros da Editora Arqueiro. Os livros são lindos e alguns vieram com kits incríveis!

Em breve resenha de todos eles. Obrigada Arqueiro! <3




CORTESIAS












Beijos

Resenha do livro: Minta que me ama de Maria Duffy

quarta-feira, 31 de maio de 2017




               Título original: Any Dream Will Do
           Editora Novo Conceito
           Literatura Estrangeira/Ficção Irlandesa
           Número de páginas: 380

Sinopse: “O inverno é a estação mais aconchegante do ano, mas Jenny Breslin não se sente nada confortável. Tudo na sua vida a total ausência de romance, o emprego chatíssimo no banco foi tocado pela mágica das festas de fim de ano. A simples ideia de passar por mais um Natal com a sua mãe extravagante e Harry, o novo namorado dela, a enche de pavor. Mas isso é na vida real... No Twitter, as coisas não poderiam estar mais interessantes. Nele, Jenny tem uma carreira em ascensão, uma vida amorosa sensacional e uma agenda superconcorrida. Então, em uma noite de bebedeira, Jenny está tuitando com suas amigas Zahra, Fiona e Kerry. E de repente ela as convida para passar alguns dias em sua casa em Dublin. À medida que a sua vida virtual entra em rota de colisão com a sua verdadeira rotina, Jenny não sabe para onde correr. Tudo parece contribuir para mostrar que a existência das suas companheiras de Twitter é um milhão de vezes mais interessante do que a sua. O fim de semana chega, e segredos são compartilhados. Jenny começa a perceber que, enquanto ela sonhava, as coisas acontecem bem depressa. Será que é muito tarde para que ela volte a assumir o controle da sua própria e verdadeira vida?”

Jenny Breslin está com quase 30 anos, tem um trabalho do qual não gosta e uma vida amorosa quase inexistente. Some a isso o fato de ter apenas duas amigas e um relacionamento complicado com sua mãe. Qual o resultado? Uma vida totalmente sem graça e sem sentido. Pelo menos, essa é a opinião de Jenny sobre si mesma.

Com muito tempo livre, Jenny acaba se viciando no Twitter, justamente porque ele lhe oferece a chance de ser uma pessoa totalmente diferente. Nessa rede social, Jenny pode ter um emprego sensacional, encontros incríveis e românticos e uma agenda cheia de coisas interessantes para fazer. E o melhor: ninguém teria como saber que a sua vida real não era bem assim...
Ou não teriam, caso Jenny não tivesse convidado suas amigas tuíteiras para ficarem um final de semana em sua casa. Agora Zahra, uma maquiadora das celebridades, Fiona, uma mãe e esposa exemplar, e Kerry, uma enfermeira dedicada, chegarão em pouco tempo e descobrirão o quanto a vida de Jenny é chata e sem graça.

Conforme a data da visita das meninas vai chegando, Jenny vai ficando cada vez mais desesperada. Além disso, parece que sua mãe resolveu arrumar um namorado que, por mero acaso do destino, Jenny já tinha dado um bom amasso. Para piorar um pouco mais, seu relacionamento com Tom parece não ir para frente e uma das melhores amiga de Jenny, Paula, acabou de terminar o namoro e vive chorando pelos cantos. Tudo isso faz com que Jen se arrependa amargamente das três taças de vinho que tomou antes de convidar suas amigas para um final de semana divertido em Dublin.

Quando o dia finalmente chega, Jenny já está mais tranquila e confiante, mas as coisas começam a sair de seu controle rapidamente. Isso porque Zahra não se parece em nada com a famosa maquiadora confiante que Jenny imaginou, Fiona trouxe o filho de quatro anos junto e Kerry disse que não poderia vir, pois acabou tendo que trabalhar naquele fim de semana.

“O Twitter era ótimo enquanto estava restrito à Twitterlândia, mas, desde que ele saiu do meu computador e veio me visitar na vida real, as coisas se tornaram mais complicadas que eu imaginava.” (pág. 331)

Junto com essas surpresas, vieram outras. Parece que Jenny não foi a única que andou mentindo sobre si mesma no Twitter. Aliás, comparado com os segredos das outras meninas, as mentirinhas de Jenny são inofensivas e sem importância. Rapidamente, um final de semana que deveria ser tranquilo e divertido acaba se tornando um pesadelo e Jenny não vê a hora de tudo isso acabar. Confesso que enquanto ela sofria, eu dava muita risada de suas trapalhadas (e sentia um pouquinho de vergonha alheia também rs).

Devido ao título do livro, imaginei que a história teria o foco sobre algum romance, mas isso não aconteceu. Na verdade, durante todo o enredo, acompanhamos Jenny resolvendo seus problemas e se redescobrindo. Ao ser apanhada no meio das mentiras das outras tuíteiras, Jenny percebe que sua vida não é tão ruim quanto ela imaginava e que outras pessoas adorariam ser ela. Além disso, ela consegue se aproximar da mãe e, de quebra, recupera um pouco de sua autoestima. Acompanhar esse crescimento da personagem (e rir de suas trapalhadas) foi, para mim, o ponto principal do livro.

Outro ponto forte no livro é a reflexão que ele permite. Por que as pessoas mentem em redes sociais? Por que tentam fingir ser outra pessoa para agradar os outros? Por que acham que ser elas mesmas, com todos os seus defeitos e falhas, fará com que o outro goste menos de quem realmente se é? Talvez, porque sempre esqueçamos que a mentira tem perna curta e que, mais cedo, ou mais tarde, seremos apanhados pela roda viva que nós mesmos inventamos...

A história é narrada em primeira pessoa, na voz de Jenny, o que nos permite acompanhar em primeira mão os dilemas hilariantes da protagonista. As folhas são amarelas e a diagramação é simples. Em alguns capítulos, temos trechos de sonhos/pesadelos de Jenny, o que, para mim, ficou meio perdido na história, já que não acrescentam em nada na narrativa. Outra coisa que, na minha opinião, ainda não fez sentido foi o título do livro, pois até agora não consegui estabelecer relação alguma entre o título e a história.

Apesar desses pequenos detalhes, gostei bastante do livro e recomendo a sua leitura, principalmente para aqueles que procuram algo mais leve e divertido.


Gabriele Sachinski

Resenha do livro: A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar de Esther Earl

segunda-feira, 22 de maio de 2017
   
  



           Título original: This star won’t go out
           Editora Intrínseca
           Literatura Infanto-juvenil/Biografia
           Número de páginas: 446


Sinopse: “Diagnosticada com câncer da tireoide aos doze anos, Esther Grace Earl era uma adolescente talentosa e cheia de vida. Fazendo jus ao nome, que em persa significa “estrela”, ela marcou todos em seu caminho com sua generosidade, esperança e altruísmo enquanto enfrentava com graciosidade o desgaste físico e mental causado pela doença. Filha, irmã e amiga divertida, alto-astral e inspiradora, Esther faleceu em 2010, logo após completar dezesseis anos, mas não sem antes servir de inspiração para milhares de pessoas por meio de seu vlog e dos diversos grupos on-line de que fazia parte. A estrela que nunca vai se apagar é uma biografia única, que reúne trechos de diários, textos de ficção, cartas e desenhos de Esther. Fotografias e relatos da família e de amigos ajudam a contar a história dessa menina inteligente, astuta e encantadora cujos carisma e força inspiraram o aclamado autor John Green a dedicar a ela sua obra best-seller A culpa é das estrelas.”

A estrela que nunca vai se apagar é uma biografia emocionante. A história de Esther Grace Earl é contada alternando trechos de seu diário, de seu blog, do blog de seus pais e por comentários daqueles que foram tocados e cativados por ela.

Estrela, como era chamada por seus pais, sempre foi uma menina alegre, cheia de vida e luz. Aos 12 anos, começou a sentir muito cansaço e falta de ar. Nessa época, a família morava na França. Quando levada ao hospital, os médicos pediram diversos exames e constataram que Esther tinha câncer de tireoide. 

Devido à doença e ao fluído que se acumulava em seus pulmões, Esther passou por diversas cirurgias e outros procedimentos, um mais complicado que o outro. Além disso, outros problemas de saúde surgiram em decorrência do câncer. Mas nada disso foi capaz de diminuir o brilho e a vontade de viver de Esther. Ela estava ciente de que, a partir do momento em que recebeu o diagnóstico, a morte passaria a ser sua companheira de estrada, mas ela estava tranquila quanto a isso. Ela só queria viver e amar a todos, tanto quanto pudesse.

“Quando o dia chegar, seja em um, dez ou sem anos, eu não quero que vocês pensem em mim e fiquem tristes. Mesmo agora que estou viva, não pensem em mim e digam ‘Pobrezinha’. É uma pena que ela esteja doente’.” (pág. 135)

Como a doença parecia avançar cada vez mais, a família mudou-se para os Estados Unidos, onde o tratamento para esse tipo de câncer é mais avançado. Eles sabiam que a cura para Esther era praticamente impossível, mas o que eles queriam, na verdade, era mais tempo com ela.

Apesar de ter tido uma vida curta, Esther cativou milhares de pessoas com seus vídeos no YouTube e seu sorriso sincero e acolhedor. Como quase não podia sair de casa, devido ao cansaço decorrente da doença e do tratamento, ela fez diversos amigos online. O que os uniam? Bem, no começo era o amor por Harry Potter. Depois, era o amor por Esther Grace Earl. 

A história de vida dessa guerreira é linda. As páginas são coloridas, brancas, verdes e vermelhas, repletas de fotos e desenhos feitos por ela e alternam relatos dos amigos, dos pais e da própria Esther. Dá para perceber que a editora teve muito cuidado na diagramação do livro. 

Na introdução, escrita por John Green, ele narra como conheceu Esther e diz que seria um equívoco achar que a história narrada por ele em ‘A Culpa é das Estrelas’ é sobre essa Estrela. Sim, ele se inspirou nela, mas são duas histórias diferentes. Realmente são. Mas, durante a leitura, podemos perceber que Hazel Grace e Esther Grace têm muito mais em comum que apenas o nome do meio.
Vale muito a pena ler e se emocionar! :’)


Gabriele Sachinski

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