Resenha do livro: Era Uma Vez no Outono de Lisa Kleypas

terça-feira, 13 de junho de 2017




             Título original: It Happened One Autumm
            Editora Arqueiro
            Literatura Estrangeira/Romance Histórico
            Número de páginas: 283

Sinopse: “A jovem e obstinada Lillian Bowman sai dos Estados Unidos em busca de um marido da aristocracia londrina. Contudo nenhum homem parece capaz de fazê-la perder a cabeça. Exceto, talvez, Marcus Marsden, o arrogante lorde Westcliff, que ela despreza mais do que a qualquer outra pessoa. Marcus é o típico britânico reservado e controlado. Mas algo na audaciosa Lillian faz com que ele saia de si. Os dois simplesmente não conseguem parar de brigar. Então, numa tarde de outono, um encontro inesperado faz Lillian perceber que, sob a fachada de austeridade, há o homem apaixonado com que sempre sonhou. Mas será que um conde vai desafiar as convenções sociais a ponto de propor casamento a uma moça tão inapropriada?

‘Era uma vez no Outono” é o segundo volume da série As Quatro Estações do Amor e agora é a vez de conhecer a história de uma das minhas personagens favoritas do livro anterior: a irreverente Lillian Bowman.

Com muito dinheiro e uma língua ferina, Lillian é, de longe, a mais divertida das autointituladas “Flores Secas” (o grupo de quatro amigas que se uniram no volume anterior para se ajudarem a arrumar marido) e suas respostas irreverentes me fizeram gostar ainda mais da personagem.

Convidadas novamente a passarem alguns dias na propriedade dos Marsdens, em Hampshire, Lillian, sua irmã Daisy, Evie e Annabelle veem nesse convite a oportunidade perfeita para arranjarem um marido para a Flor Seca da vez, Lillian. Devido ao fato de ser americana, nossa protagonista precisa casar com algum aristocrata, para, enfim, ser completamente aceita na sociedade londrina. Contudo, seus modos não muito educados (segundo as regras de etiqueta da aristocracia londrina) e seu temperamento difícil tornam essa tarefa quase impossível. Quase.

Já no volume anterior, foi impossível negar a química entre Lillian e Marcus Marsden, o conde de Westcliff. Com temperamentos muito parecidos, os dois têm tudo para serem um casal perfeito – isso, claro, se eles não se matarem antes.

“– Medo de você? – disse Lillian sem pensar. – Meu Deus, eu nunca teria.Westcliff inclinou a cabeça dela para trás e a encarou, e um sorriso se espalhou lentamente pelo seu rosto.– Não, não teria – concordou. – Você seria capaz de cuspir no olho do demônio, se quisesse.” (pág. 195)

Marcus tem apenas um interesse na família Bowman: fechar uma parceria com a saboaria da família. Bom, pelo menos é isso o que ele diz para si mesmo. Mas a proximidade de Lillian vai mexer com o controlado conde, fazendo-o perder a razão diversas vezes.

Apesar de estar apaixonada por Marcus e saber que ele também se sente atraído, Lillian sabe que Westcliff jamais se casará com ela. Afinal, ele possui o título mais antigo da aristocracia londrina e é convencional demais para ignorar todas as expectativas e se casar com uma americana mal educada e desbocada. É nesse momento que um possível pretendente aparece para Lillian.

Sebastian St. Vicent, herdeiro do ducado de Kingston, está praticamente falido e vê em Lillian a oportunidade perfeita para seus problemas financeiros. Por outro lado, ela vê em St. Vicent a chance de casar-se com um aristocrata e, de quebra, conseguir um titulo maior do que o de Westcliff. Além disso, ela adoraria ver Marcus obrigado a chamá-la de Vossa Graça...

A presença de um novo pretendente, ainda mais com a fama de libertino e depravado de St. Vicent, faz com que Marcus se morda de ciúmes. Mas será que isso será o suficiente para fazer com que o nobre tão controlado vá contra as convenções sociais e assuma seus verdadeiros sentimentos? Lillian e Marcus seriam capazes de deixar de lado suas rixas e viverem um grande amor? Ou tentar juntá-los seria o mesmo que prender dois leões enfurecidos dentro de uma jaula? 

A história é escrita em terceira pessoa e flui muito bem. Além de ter uma escrita super leve, os diálogos protagonizados por Lillian rendem boas risadas. As páginas são amarelas, a diagramação é simples e a capa está linda, seguindo o padrão do volume anterior.

Estou ansiosa para ler o próximo volume, principalmente porque as últimas páginas desse livro me permitiu um pequeno vislumbre da enrascada na qual Evangeline Jenner vai se meter...
Favoritado! <3


Gabriele Sachinski

Minha Caixinha do Correio #58

sábado, 10 de junho de 2017






















Olá gente,

Segue caixinha do correio acumulada dos últimos meses só com livros da Editora Arqueiro. Os livros são lindos e alguns vieram com kits incríveis!

Em breve resenha de todos eles. Obrigada Arqueiro! <3




CORTESIAS












Beijos

Resenha do livro: Minta que me ama de Maria Duffy

quarta-feira, 31 de maio de 2017




               Título original: Any Dream Will Do
           Editora Novo Conceito
           Literatura Estrangeira/Ficção Irlandesa
           Número de páginas: 380

Sinopse: “O inverno é a estação mais aconchegante do ano, mas Jenny Breslin não se sente nada confortável. Tudo na sua vida a total ausência de romance, o emprego chatíssimo no banco foi tocado pela mágica das festas de fim de ano. A simples ideia de passar por mais um Natal com a sua mãe extravagante e Harry, o novo namorado dela, a enche de pavor. Mas isso é na vida real... No Twitter, as coisas não poderiam estar mais interessantes. Nele, Jenny tem uma carreira em ascensão, uma vida amorosa sensacional e uma agenda superconcorrida. Então, em uma noite de bebedeira, Jenny está tuitando com suas amigas Zahra, Fiona e Kerry. E de repente ela as convida para passar alguns dias em sua casa em Dublin. À medida que a sua vida virtual entra em rota de colisão com a sua verdadeira rotina, Jenny não sabe para onde correr. Tudo parece contribuir para mostrar que a existência das suas companheiras de Twitter é um milhão de vezes mais interessante do que a sua. O fim de semana chega, e segredos são compartilhados. Jenny começa a perceber que, enquanto ela sonhava, as coisas acontecem bem depressa. Será que é muito tarde para que ela volte a assumir o controle da sua própria e verdadeira vida?”

Jenny Breslin está com quase 30 anos, tem um trabalho do qual não gosta e uma vida amorosa quase inexistente. Some a isso o fato de ter apenas duas amigas e um relacionamento complicado com sua mãe. Qual o resultado? Uma vida totalmente sem graça e sem sentido. Pelo menos, essa é a opinião de Jenny sobre si mesma.

Com muito tempo livre, Jenny acaba se viciando no Twitter, justamente porque ele lhe oferece a chance de ser uma pessoa totalmente diferente. Nessa rede social, Jenny pode ter um emprego sensacional, encontros incríveis e românticos e uma agenda cheia de coisas interessantes para fazer. E o melhor: ninguém teria como saber que a sua vida real não era bem assim...
Ou não teriam, caso Jenny não tivesse convidado suas amigas tuíteiras para ficarem um final de semana em sua casa. Agora Zahra, uma maquiadora das celebridades, Fiona, uma mãe e esposa exemplar, e Kerry, uma enfermeira dedicada, chegarão em pouco tempo e descobrirão o quanto a vida de Jenny é chata e sem graça.

Conforme a data da visita das meninas vai chegando, Jenny vai ficando cada vez mais desesperada. Além disso, parece que sua mãe resolveu arrumar um namorado que, por mero acaso do destino, Jenny já tinha dado um bom amasso. Para piorar um pouco mais, seu relacionamento com Tom parece não ir para frente e uma das melhores amiga de Jenny, Paula, acabou de terminar o namoro e vive chorando pelos cantos. Tudo isso faz com que Jen se arrependa amargamente das três taças de vinho que tomou antes de convidar suas amigas para um final de semana divertido em Dublin.

Quando o dia finalmente chega, Jenny já está mais tranquila e confiante, mas as coisas começam a sair de seu controle rapidamente. Isso porque Zahra não se parece em nada com a famosa maquiadora confiante que Jenny imaginou, Fiona trouxe o filho de quatro anos junto e Kerry disse que não poderia vir, pois acabou tendo que trabalhar naquele fim de semana.

“O Twitter era ótimo enquanto estava restrito à Twitterlândia, mas, desde que ele saiu do meu computador e veio me visitar na vida real, as coisas se tornaram mais complicadas que eu imaginava.” (pág. 331)

Junto com essas surpresas, vieram outras. Parece que Jenny não foi a única que andou mentindo sobre si mesma no Twitter. Aliás, comparado com os segredos das outras meninas, as mentirinhas de Jenny são inofensivas e sem importância. Rapidamente, um final de semana que deveria ser tranquilo e divertido acaba se tornando um pesadelo e Jenny não vê a hora de tudo isso acabar. Confesso que enquanto ela sofria, eu dava muita risada de suas trapalhadas (e sentia um pouquinho de vergonha alheia também rs).

Devido ao título do livro, imaginei que a história teria o foco sobre algum romance, mas isso não aconteceu. Na verdade, durante todo o enredo, acompanhamos Jenny resolvendo seus problemas e se redescobrindo. Ao ser apanhada no meio das mentiras das outras tuíteiras, Jenny percebe que sua vida não é tão ruim quanto ela imaginava e que outras pessoas adorariam ser ela. Além disso, ela consegue se aproximar da mãe e, de quebra, recupera um pouco de sua autoestima. Acompanhar esse crescimento da personagem (e rir de suas trapalhadas) foi, para mim, o ponto principal do livro.

Outro ponto forte no livro é a reflexão que ele permite. Por que as pessoas mentem em redes sociais? Por que tentam fingir ser outra pessoa para agradar os outros? Por que acham que ser elas mesmas, com todos os seus defeitos e falhas, fará com que o outro goste menos de quem realmente se é? Talvez, porque sempre esqueçamos que a mentira tem perna curta e que, mais cedo, ou mais tarde, seremos apanhados pela roda viva que nós mesmos inventamos...

A história é narrada em primeira pessoa, na voz de Jenny, o que nos permite acompanhar em primeira mão os dilemas hilariantes da protagonista. As folhas são amarelas e a diagramação é simples. Em alguns capítulos, temos trechos de sonhos/pesadelos de Jenny, o que, para mim, ficou meio perdido na história, já que não acrescentam em nada na narrativa. Outra coisa que, na minha opinião, ainda não fez sentido foi o título do livro, pois até agora não consegui estabelecer relação alguma entre o título e a história.

Apesar desses pequenos detalhes, gostei bastante do livro e recomendo a sua leitura, principalmente para aqueles que procuram algo mais leve e divertido.


Gabriele Sachinski

Resenha do livro: A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar de Esther Earl

segunda-feira, 22 de maio de 2017
   
  



           Título original: This star won’t go out
           Editora Intrínseca
           Literatura Infanto-juvenil/Biografia
           Número de páginas: 446


Sinopse: “Diagnosticada com câncer da tireoide aos doze anos, Esther Grace Earl era uma adolescente talentosa e cheia de vida. Fazendo jus ao nome, que em persa significa “estrela”, ela marcou todos em seu caminho com sua generosidade, esperança e altruísmo enquanto enfrentava com graciosidade o desgaste físico e mental causado pela doença. Filha, irmã e amiga divertida, alto-astral e inspiradora, Esther faleceu em 2010, logo após completar dezesseis anos, mas não sem antes servir de inspiração para milhares de pessoas por meio de seu vlog e dos diversos grupos on-line de que fazia parte. A estrela que nunca vai se apagar é uma biografia única, que reúne trechos de diários, textos de ficção, cartas e desenhos de Esther. Fotografias e relatos da família e de amigos ajudam a contar a história dessa menina inteligente, astuta e encantadora cujos carisma e força inspiraram o aclamado autor John Green a dedicar a ela sua obra best-seller A culpa é das estrelas.”

A estrela que nunca vai se apagar é uma biografia emocionante. A história de Esther Grace Earl é contada alternando trechos de seu diário, de seu blog, do blog de seus pais e por comentários daqueles que foram tocados e cativados por ela.

Estrela, como era chamada por seus pais, sempre foi uma menina alegre, cheia de vida e luz. Aos 12 anos, começou a sentir muito cansaço e falta de ar. Nessa época, a família morava na França. Quando levada ao hospital, os médicos pediram diversos exames e constataram que Esther tinha câncer de tireoide. 

Devido à doença e ao fluído que se acumulava em seus pulmões, Esther passou por diversas cirurgias e outros procedimentos, um mais complicado que o outro. Além disso, outros problemas de saúde surgiram em decorrência do câncer. Mas nada disso foi capaz de diminuir o brilho e a vontade de viver de Esther. Ela estava ciente de que, a partir do momento em que recebeu o diagnóstico, a morte passaria a ser sua companheira de estrada, mas ela estava tranquila quanto a isso. Ela só queria viver e amar a todos, tanto quanto pudesse.

“Quando o dia chegar, seja em um, dez ou sem anos, eu não quero que vocês pensem em mim e fiquem tristes. Mesmo agora que estou viva, não pensem em mim e digam ‘Pobrezinha’. É uma pena que ela esteja doente’.” (pág. 135)

Como a doença parecia avançar cada vez mais, a família mudou-se para os Estados Unidos, onde o tratamento para esse tipo de câncer é mais avançado. Eles sabiam que a cura para Esther era praticamente impossível, mas o que eles queriam, na verdade, era mais tempo com ela.

Apesar de ter tido uma vida curta, Esther cativou milhares de pessoas com seus vídeos no YouTube e seu sorriso sincero e acolhedor. Como quase não podia sair de casa, devido ao cansaço decorrente da doença e do tratamento, ela fez diversos amigos online. O que os uniam? Bem, no começo era o amor por Harry Potter. Depois, era o amor por Esther Grace Earl. 

A história de vida dessa guerreira é linda. As páginas são coloridas, brancas, verdes e vermelhas, repletas de fotos e desenhos feitos por ela e alternam relatos dos amigos, dos pais e da própria Esther. Dá para perceber que a editora teve muito cuidado na diagramação do livro. 

Na introdução, escrita por John Green, ele narra como conheceu Esther e diz que seria um equívoco achar que a história narrada por ele em ‘A Culpa é das Estrelas’ é sobre essa Estrela. Sim, ele se inspirou nela, mas são duas histórias diferentes. Realmente são. Mas, durante a leitura, podemos perceber que Hazel Grace e Esther Grace têm muito mais em comum que apenas o nome do meio.
Vale muito a pena ler e se emocionar! :’)


Gabriele Sachinski

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...