Resenha do livro: Segredos de Uma Noite de Verão de Lisa Kleypas

sábado, 11 de março de 2017




               Título original: Secrets of a Summer Night
            Editora Arqueiro
            Literatura Estrangeira/Romance Histórico
            Número de páginas: 288

Sinopse: “Apesar de sua beleza e de seus modos encantadores, Annabelle Peyton nunca foi tirada para dançar nos eventos da sociedade londrina. Como qualquer moça de sua idade, ela mantém as esperanças de encontrar alguém, mas, sem um dote para oferecer e vendo a família em situação difícil, amor é um luxo ao qual não pode se dar. Certa noite, em um dos bailes da temporada, conhece outras três moças também cansadas de ver o tempo passar sem ninguém para dividir sua vida. Juntas, as quatro dão início a um plano: usar todo o seu charme e sua astúcia feminina para encontrar um marido para cada, começando por Annabelle. No entanto, o admirador mais intrigante e persistente de Annabelle, o rico e poderoso Simon Hunt, não parece ter interesse em levá-la ao altar – apenas a prazeres irresistíveis em seu quarto. A jovem está decidida a rejeitar essa proposta, só que é cada vez mais difícil resistir à sedução do rapaz. As amigas se esforçam para encontrar um pretendente mais apropriado para ela. Mas a tarefa se complica depois que, numa noite de verão, Annabelle se entrega aos beijos tentadores de Simon... e descobre que o amor é um jogo perigoso. ”

Esse é o primeiro volume da série “As Quatro Estações do Amor”, de Lisa Kleypas. Nesse primeiro livro, ficamos conhecendo a história de Annabelle Peyton que está em sua quarta e última temporada na sociedade londrina. Talvez desesperada seja pouco para descrever a sua situação vendo sua família ficar cada vez mais pobre. O pior é que nenhum homem parece disposto a pedi-la em casamento, não quando em pouco tempo ela se verá obrigada a se tornar sua amante. Mas Annabelle não está disposta a aceitar ser amante de ninguém. Pelo menos não por enquanto...

Quase na mesma situação de Annabelle, estão Lillian e Daisy Bowman e Evangeline Jenner – exceto pelo fato de que para elas não falta dinheiro. Sempre tomando chá de cadeira nos bailes, as quatro resolvem se unir para encontrarem um marido para cada, começando pela mais velha – nesse caso, Annabelle.

Depois de explicarem o que cada uma esperava de um marido, elas fazem uma lista de possíveis noivos e traçam um plano para se encontrarem em Hampshire, onde arrumariam um jeito de Annabelle fisgar um pretendente e subir ao altar.

Sabendo que sua situação não permitia sonhar com um príncipe encantado, nem com um casamento por amor, Annabelle só deseja que seu noivo tenha algum título para que ela possa então participar da vida da aristocracia inglesa, com a qual ela tanto sonha.

Do outro lado da história temos Simon Hunt, um jovem com muito dinheiro, mas que não é muito bem visto pela sociedade por ser filho de um açougueiro e ter ascendido socialmente por meio de seu trabalho como investidor. Simon sempre desejou ter Annabelle em sua cama, mas ela parece sentir repulsa por ele e se nega até mesmo a lhe conceder uma dança. Apesar disso, ele não está disposto a desistir – principalmente agora, que ela está a um passo da ruína e do desespero.

“O amor era um luxo que nunca havia se permitido sentir esperanças de ter, algo claramente supérfluo uma vez que a sua sobrevivência estava sempre em pauta.” (pág. 19)

O dia do início das festividades em Hampshire chega e as amigas se encontram, dando início a seu plano. O escolhido (ou a vítima, como queiram) é lorde Kendall e o plano está traçado: fazer com que ele comprometa publicamente a honra de Annabelle e se veja obrigado a pedi-la em casamento.

Mas o que ninguém sabia era que Simon Hunt era amigo do dono da propriedade, Lorde Westclif, e, portanto, também foi convidado para as festividades. Alguns encontros entre Simon e Annabelle são inevitáveis e a atração entre eles aumenta cada vez mais. Mas talvez o sentimento que vem crescendo entre ambos seja mais do que mera atração.

Aos poucos, Annabelle acaba conhecendo uma faceta cuidadosa e gentil de Simon e se afeiçoando a ele. Mas ela não vai deixar isso acontecer, não quando está a um passo de fisgar o seu lorde. Ou pelo menos não iria... Não até ser beijada por Simon Hunt e ter seu mundo virado de ponta cabeça.

Agora nossa protagonista se vê dividida entre um casamento que sempre sonhou, com um lorde, mas sem amor ou aceitar ser amante de um homem que sempre evitou, mas que parece ser capaz de despertar nela sentimentos desconhecidos. Qual dessas possibilidades é a melhor? Ou será que haveria outras possibilidades? 

O que eu mais gostei nesse livro foi a forma como a autora constrói a amizade entre as quatro garotas, dando mais ênfase ao apoio mútuo entre elas do que ao próprio romance. Outro ponto forte é a mudança de pensamento de Annabelle a respeito da sociedade em que vive e os padrões impostos por ela.

A história é narrada em terceira pessoa, as páginas são amarelas e a diagramação é simples. A capa está uma graça, seguindo bem o padrão das capas dos romances de época da Editora Arqueiro. A leitura é bem fluída e agradável.

Gostei bastante e, com certeza, recomendo a leitura, principalmente para aqueles que, assim como eu, são apaixonados por romances históricos. Favoritado <3


Gabriele Sachinski

Resenha do livro: As Letras do Amor de Paula Ottoni

quarta-feira, 1 de março de 2017




                 Editora Novo Conceito
               Literatura Nacional/Ficção Juvenil 
               Número de páginas: 224


Sinopse: “Bianca acabou de largar um curso de graduação de que não gostava, seus pais vão se divorciar e seus irmãos pequenos estão cada dia mais barulhentos.A oportunidade perfeita de escapar surge quando seu namorado, Miguel, resolve ir a Roma abrir uma empresa para o pai. Bianca decide que aprender italiano, arrumar um trabalho temporário e ajudar Miguel em seu negócio será um bom começo.O que parecia um sonho, porém, torna-se uma incerteza ainda maior quando Miguel fica sempre fora de casa, os empregos de Bianca não duram mais que uma semana, e, cada dia mais próxima de Enzo – o melhor amigo de Miguel, com quem moram –, ela começa a questionar seus sentimentos.Perdida em conflitos amorosos e angustiada por não saber o que será de sua vida ao fim daqueles seis meses, Bianca passa por uma série de situações de crescimento pessoal que vão testá-la e ajudá-la a descobrir o que fazer com o futuro, que vem chegando depressa demais.”

Aos 19 anos, Bianca se encontra insatisfeita com seu curso de graduação e resolve trancá-lo até decidir o que realmente gostaria de cursar. Para piorar, seus pais estão se divorciando e o clima em casa anda bem pesado. A única coisa que ainda parece estar nos trilhos é seu namoro com Miguel, de quem recebe o convite para morar seis meses em Roma, enquanto ele abre uma filial da empresa da família na capital italiana.

Vendo nesse convite a oportunidade perfeita para fugir de seus problemas aqui no Brasil, descobrir sua vocação e, de quebra, fortalecer sua relação com Miguel, Bianca aceita o convite e eles viajam para Roma, onde dividirão um apartamento com Enzo, o melhor amigo de Miguel. 

Enzo é italiano, mas morou um certo tempo no Brasil e, portanto, conhece bem o português. Como Miguel está atarefado demais com os preparativos para a instalação da loja, Bianca conta com a ajuda de Enzo para encontrar um cursinho de italiano, achar um emprego e fazer novas amizades. Essa proximidade faz com que ambos descubram que têm muitas coisas em comum e eles acabam se tornando grandes amigos.

“Se a vida não era um desafio, e se suas primeiras escolhas fossem as que ficariam para o resto da vida, então o que seria o destino? Seria ele apenas uma pilha de erros baseados no primeiro ou uma montanha de dificuldades para que pudesse guiar a si próprio para o caminho certo?” (pág. 82)

Já na sinopse sabemos que teríamos um triângulo amoroso entre Miguel, Bianca e Enzo. Confesso que isso já me fez ficar com um pé atrás, visto que sou totalmente contra traições e infidelidades e já comecei o livro com certa antipatia pela Bianca e colocando Miguel como o ‘coitadinho’ da história. Com o desenrolar da trama, meus sentimentos se alternaram em achar Bianca uma sem vergonha descarada e querer dar um murro na cara do Miguel e dizer que ele bem merecia o par de chifres que iria levar (ou não).

Enfim, logo que eles se mudam, Miguel mal para em casa, pois está cheio de trabalho para fazer e Enzo e Bianca acabam passando muito tempo juntos. Como Enzo é inteligente, divertido e muito bonito, nossa protagonista passa a ter uma quedinha por ele e questionar seu namoro que vai de mal a pior. Nessa hora eu fiquei morrendo de raiva dela, porque, verdade seja dita, o cara estava trabalhando. Tra-ba-lhan-do. Ele não tinha tempo para ficar levando a dondoca para passear. 

Mas é aí que a história dá uma reviravolta. De namorado ausente por motivos de trabalho, Miguel passa a namorado ausente por ser um completo babaca. Como estava trabalhando bastante, ele se acha no direito de compensar isso saindo para se divertir nas noitadas italianas, sem nem o menos avisar a namorada.  É nesse momento que eu passo a torcer por Enzo e Bianca.

Se eu fosse a Bianca, já tinha dado o pé nesse Miguel e ficado com o Enzo (ou com nenhum, verdade seja dita), mas como para quem está dentro tudo é muito mais complicado, ela se vê dividida entre a vontade e a culpa e seguimos acompanhando seu dilema por vários capítulos, mesmo sabendo desde o início qual seria o desfecho da história.

O que mais gostei nessa história é a forma ricamente detalhada que a autora faz do cenário italiano, o que me deixou com ainda mais vontade de conhecer a Itália. Outro ponto positivo é a escrita fluida e o ritmo agradável de leitura, não se tornando um livro chato e maçante (apesar do enredo bem clichê).

Quanto à parte física do livro, a Editora foi muito caprichosa. As folhas são amarelas, a fonte é de um tamanho bom e a diagramação é simples, porém com alguns detalhes românticos que combinam muito com a história em si. Em cada capítulo, a autora cita uma playlist para ouvir enquanto lê – uma associação a um hábito de Bianca. 

Como um todo, eu gostei do livro, pois além da história ainda terminei com ótimas indicações de músicas para ouvir e suspirar. Recomendo (o livro e as músicas, rs)!


Gabriele Sachinski


Resenha do livro: Minha Mãe é uma Peça de Paulo Gustavo

sábado, 18 de fevereiro de 2017

                  



                     Literatura nacional/humor
                     Editora objetiva
                     Número de páginas: 152


Sinopse: 'Minha mãe é uma peça', agora em livro e com histórias inéditas de Dona Hermínia. Essas crianças ainda matam Dona Hermínia de tanta preocupação. Após berrar com os filhos no teatro, no cinema e na TV, ela agora narra as desventuras com a família em livro. Marcelina, que está “imensa de gorda”, e Juliano, que em vez de trabalhar prefere decorar as coreografias daquela “cantora negona linda, a Cebion”, não são os únicos que escutam poucas e boas. Sobra bronca também para o ex-marido, Carlos Alberto, para a nova mulher dele, “a vaca da Soraia”, e para a empregada Valdeia, “que prefere ser chamada de secretária, mas ainda não chegou lá”.Em sua estreia na literatura, Dona Hermínia — ou melhor, Paulo Gustavo, seu criador — fala sobre sexo, dietas e religião, dá conselhos de como criar os filhos, explica a antipatia que tem por Freud e sua “mania de colocar tudo que é culpa na mãe”, mostra como navegar na internet e faz seu guia de viagens. E, ao contrário dos manuais que ensinam como segurar o marido, conta os segredos para não perder o ex. 


Quem nunca ouviu falar de Dona Hermínia, a mãe mais engraçada e famosa do Brasil. A personagem criada por Paulo Gustavo conquistou a todos com seu jeito intenso, caricato e uma língua afiada que toda mãe guarda dentro de si. O seu sucesso se deve ao fato de que as mães se identificam com as peripécias de Dona Hermínia e de que os filhos enxergam as suas próprias mães na personagem.

"Minha mãe é uma peça" já deu as caras no teatro, na tv, no cinema e em livro. Atualmente, estreiou o "Minha mãe é uma peça 2" nos cinemas brasileiros e já atingiu a impressionante marca de 9 milhões de espectadores. Inclusive, eu já assisti ao segundo filme que está sensacional, assim como o primeiro que já vi umas 3 vezes rsrs.

"A pessoa que corre tá apressando a morte, tá correndo pra chegar na cova mais cedo. Eu sou boba? Vou caminhando. Caminhando a gente chega na hora certa do enterro" pág 39

O livro escrito por Paulo Gustavo traz histórias inéditas da Dona Hermínia e nos possibilita passarmos mais um tempo com essa personagem divertidíssima. O grande destaque da narrativa é a forma como ela é escrita porque o jeito de falar e de ser de Dona Hermínia está tatuado no livro, ou seja, enquanto lemos, nós ouvimos a voz dela na nossa cabeça e é exatamente com ela é nas telinhas.

Todas as personagens do primeiro filme aparecem no livro como os filhos Marcelina e Juliano, o ex marido Carlos Alberto, a empregada Valdeia, a madrasta Soraia, entre outros. O livro é dividido em 16 capítulos que falam sobre criar os filhos, preconceito, peso, sexo, trabalho, viagens, bebidas, famosos, internet, ex marido, vizinhos, festas de fim de ano e religião.

Os capítulos são curtos e bem ágeis. A narrativa está em primeira pessoa por Dona Hermínia e são bem humorados e de fácil leitura. As novas histórias são interessantes e prendem a nossa atenção. As páginas são amareladas e a diagramação tem detalhes.

Indico para quem é fã da personagem e dos filmes porque foi ótimo adentrar novamente na vida de Dona Hermínio e de seus filhos. É uma leitura muito agradável. Recomendo!


Autora parceira: Diana Scarpine

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017
 Oi gente,

É com muito prazer que apresento-lhes a nova parceira do blog: Diana Scarpine. Ela é autora dos livros "Uma Chance para Recomeçar" e "Entrelace: Caminhos que se Cruzam ao Acaso". Vamos conhecê-la!




A autora




Diana Scarpine é baiana da cidade de Jequié, possui graduação em Ciências Biológicas, mestrado na área de saúde e atualmente cursa doutorado, no qual tem se dedicado ao estudo da deficiência e da Tecnologia Assistiva. Apaixonada por literatura, escreve desde os treze anos de idade, transitando entre a prosa e a poesia. Além de “Uma Chance para Recomeçar”, é autora de “Entrelace: Caminhos que se Cruzam ao Acaso” (1ª edição: 2012/ 2ª edição a ser publicada em janeiro de 2017).





As obras




Carina é uma workaholic rica e bem-sucedida cuja vida se resume ao trabalho. Afogada em estresse, ela não se importa com a solidão que habita seu coração, pois o amor nunca foi uma de suas prioridades, até que algo inusitado acontece. Repentinamente, ela se vê privada do trabalho e, desesperadamente, desejando aplacar a solidão que a consome, principalmente quando conhece Aurélio, que a trata de uma forma diferente da qual ela está acostumada. Consumido pela tragédia que vitimou sua família e deixou-lhe sequelas físicas e emocionais, Aurélio não quer nada além de se afundar cada vez mais na dor e na culpa que sente. Suas certezas começam a ficar abaladas à medida que Carina se aproxima cada vez mais dele. Quantos obstáculos são necessários vencer para recomeçar? O amor é capaz de vencer as amarras do passado e o preconceito?



Carol é uma mulher insegura e preconceituosa, que tem um relacionamento virtual com Henri, um homem forte e independente, que enfrenta as adversidades que a vida lhe impõe. Aparentemente apaixonados, embora nunca tenham se visto pessoalmente, eles anseiam transpor o namoro virtual para o real, mas o tão sonhado primeiro encontro não acontece como planejaram e eles rompem o relacionamento. Por mais que tentem se manter afastados, os destinos de Henri e Carol foram  irremediavelmente entrelaçados e seus corações, unidos pelo amor, mas implacavelmente afastados pelo preconceito. O amor será capaz de vencer esse profundo e intenso embate contra o preconceito? Ou o preconceito será capaz de subjugar o amor presente no coração de uma mulher?




Contato




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