Resenha do livro: A Estrela Que Nunca Vai Se Apagar de Esther Earl

segunda-feira, 22 de maio de 2017
   
  



           Título original: This star won’t go out
           Editora Intrínseca
           Literatura Infanto-juvenil/Biografia
           Número de páginas: 446


Sinopse: “Diagnosticada com câncer da tireoide aos doze anos, Esther Grace Earl era uma adolescente talentosa e cheia de vida. Fazendo jus ao nome, que em persa significa “estrela”, ela marcou todos em seu caminho com sua generosidade, esperança e altruísmo enquanto enfrentava com graciosidade o desgaste físico e mental causado pela doença. Filha, irmã e amiga divertida, alto-astral e inspiradora, Esther faleceu em 2010, logo após completar dezesseis anos, mas não sem antes servir de inspiração para milhares de pessoas por meio de seu vlog e dos diversos grupos on-line de que fazia parte. A estrela que nunca vai se apagar é uma biografia única, que reúne trechos de diários, textos de ficção, cartas e desenhos de Esther. Fotografias e relatos da família e de amigos ajudam a contar a história dessa menina inteligente, astuta e encantadora cujos carisma e força inspiraram o aclamado autor John Green a dedicar a ela sua obra best-seller A culpa é das estrelas.”

A estrela que nunca vai se apagar é uma biografia emocionante. A história de Esther Grace Earl é contada alternando trechos de seu diário, de seu blog, do blog de seus pais e por comentários daqueles que foram tocados e cativados por ela.

Estrela, como era chamada por seus pais, sempre foi uma menina alegre, cheia de vida e luz. Aos 12 anos, começou a sentir muito cansaço e falta de ar. Nessa época, a família morava na França. Quando levada ao hospital, os médicos pediram diversos exames e constataram que Esther tinha câncer de tireoide. 

Devido à doença e ao fluído que se acumulava em seus pulmões, Esther passou por diversas cirurgias e outros procedimentos, um mais complicado que o outro. Além disso, outros problemas de saúde surgiram em decorrência do câncer. Mas nada disso foi capaz de diminuir o brilho e a vontade de viver de Esther. Ela estava ciente de que, a partir do momento em que recebeu o diagnóstico, a morte passaria a ser sua companheira de estrada, mas ela estava tranquila quanto a isso. Ela só queria viver e amar a todos, tanto quanto pudesse.

“Quando o dia chegar, seja em um, dez ou sem anos, eu não quero que vocês pensem em mim e fiquem tristes. Mesmo agora que estou viva, não pensem em mim e digam ‘Pobrezinha’. É uma pena que ela esteja doente’.” (pág. 135)

Como a doença parecia avançar cada vez mais, a família mudou-se para os Estados Unidos, onde o tratamento para esse tipo de câncer é mais avançado. Eles sabiam que a cura para Esther era praticamente impossível, mas o que eles queriam, na verdade, era mais tempo com ela.

Apesar de ter tido uma vida curta, Esther cativou milhares de pessoas com seus vídeos no YouTube e seu sorriso sincero e acolhedor. Como quase não podia sair de casa, devido ao cansaço decorrente da doença e do tratamento, ela fez diversos amigos online. O que os uniam? Bem, no começo era o amor por Harry Potter. Depois, era o amor por Esther Grace Earl. 

A história de vida dessa guerreira é linda. As páginas são coloridas, brancas, verdes e vermelhas, repletas de fotos e desenhos feitos por ela e alternam relatos dos amigos, dos pais e da própria Esther. Dá para perceber que a editora teve muito cuidado na diagramação do livro. 

Na introdução, escrita por John Green, ele narra como conheceu Esther e diz que seria um equívoco achar que a história narrada por ele em ‘A Culpa é das Estrelas’ é sobre essa Estrela. Sim, ele se inspirou nela, mas são duas histórias diferentes. Realmente são. Mas, durante a leitura, podemos perceber que Hazel Grace e Esther Grace têm muito mais em comum que apenas o nome do meio.
Vale muito a pena ler e se emocionar! :’)


Gabriele Sachinski

Resenha do livro: Darkmouth de Shane Hegarty

terça-feira, 9 de maio de 2017



         
           Editora Novo Conceito
           Literatura Infanto-juvenil/Ficção Irlandesa  
           Número de páginas: 335

Sinopse: “Existem cidades onde o limite entre o nosso mundo e o mundo dos monstros – que na verdade se chamam Lendas – é muito estreito. Darkmouth é uma dessas cidades. É lá que mora Finn, filho do último dos Caçadores de Lendas. Em breve, então, o próprio Finn será o último dos Caçadores de Lendas. O problema é que... ele é um fiasco. E, para piorar as coisas, o líder das Lendas está planejando uma invasão terrível e definitiva que começará exatamente por... Darkmouth.” 

Sempre gostei de literatura infanto-juvenil, justamente por ter um estilo de escrita fluído, ótimo para quando o cérebro está sobrecarregado e o que você mais deseja é mergulhar de cabeça em uma história divertida, leve e rápida. Eu estava em um desses momentos, e Darkmouth apareceu para me salvar.

Finn é um menino de 12 anos que vive em uma cidadezinha chamada Darkmouth – daí o nome do livro. A cidade teriam tudo para ser pacata se não fosse por um pequeno problema: ela encontra-se sobre uma fenda entre nosso mundo e o Mundo Infestando, recebendo sempre a visita indesejável das Lendas (teoricamente, monstros), as quais cabem a Finn derrotar.

Desde que aprendeu a andar, ele sabe que está destinado a herdar o posto de Caçador de Lendas de Darkmouth, mas não esperava que isso fosse ocorrer tão logo. Acontece que seu pai, Hugo, O Grande, recebeu um convite para integrar o Conselho dos Caçadores de Lendas e está mais do que ansioso por assumir o cargo, pressionando ainda mais o pobre Finn.

Sem amigos para desabafar, o menino tenta aceitar seu destino e aprender a ser um bom caçador, mas ele é um completo fracasso. Além de destrambelhado, ele morre de dó de machucar as Lendas, mesmo que essas estejam mais do que desejosas em matá-lo (tadinho, gente, mas eu ri muito das frias em que ele se meteu por sentir pena rsrsrs).

Com o aniversário de treze anos se aproximando, Finn se vê cada vez mais pressionado por seu pai. Para piorar – como se precisasse -, parece que as Lendas estão se organizando a fim de invadirem e tomarem nosso mundo, começando justamente por Darkmouth. Cada nova Lenda que surge na cidade é um novo fuzuê: carros são destruídos, barcos afundados, muros derrubados... E cada criatura parece sempre conhecer Finn. Ao que tudo indica, há uma espécie de maldição envolvendo o garoto, sua morte e a queda de nosso mundo.

“ – Animais! – disse Broonie, muitíssimo insultado. – não sou um animal. Vocês são os animais. Se vocês acham que eu pareço estranho, deveriam saber que vocês não são muito bonitos, com suas orelhas pequenininhas, dentes alinhados, pele de cor estranha e essas narininhas patéticas. Vocês nunca encontrariam namorados ou namoradas com nariz assim tão pequeno.”

Com a invasão iminente, mais caçadores surgem na cidade, mas seu pai se recusa a aceitar ajuda, pois a cidade é responsabilidade da família dele desde sempre. Porém, com três, cinco, dez portais sendo abertos ao mesmo tempo, eles não terão alternativa. E como se não bastassem as Lendas, um amigo muito próximo da família está mais do que disposto a ajudar a maldição a se cumprir...

Na verdade, não só o amigo em questão, mas a cidade toda adoraria acabar com essa história de caçadores e expulsar a família de Finn da cidade. E eles não poderiam ter escolhido um momento pior para se revoltarem: a mãe do menino foi sequestrada e arrastada para o Mundo Infestado, seu pai foi atrás para resgatá-la e Finn não tem nem ideia do que fazer ou do que salvar, se seus pais, a cidade ou ele mesmo. Como nosso herói desastrado vai sair dessa? Qual será sua escolha? E qual o preço a pagar por ela? Afinal, não há vitórias sem sacrifícios...

A história é narrada em terceira pessoa e tem um ritmo bem parecido com Percy Jackson, mas o enredo é bem diferente, apesar de todos apostarem se tratar de uma releitura deste último. A capa pode não ser das mais bonitas, mas a diagramação é simplesmente fantástica, cheia de ilustrações e mapas, o que auxilia bastante em captar as ideias que o autor quer exprimir. As páginas são amarelas, a fonte é de um tamanho razoável e os capítulos são curtos e rápidos.

Se você é adolescente ou criança e gosta desses universos mágicos, você vai amar esse livro. Se você é uma criança crescida, assim como eu, mas que adora uma história leve e divertida, vai gostar também. Agora, se você acha que já está velho demais para esse tipo de literatura... Ah, deixe de bobeira e dê uma chance ao livro, garanto que você dará boas risadas e se lembrará da sua fase de adolescente desengonçado (afinal, todos nós a tivemos hehehe).


Gabriele Sachinski

Resenha do livro: Sussurros do País das Maravilhas de A.G. Howard

quinta-feira, 27 de abril de 2017




           Título original: Untamed
           Editora Novo Conceito
           Literatura Estrangeira/Ficção/Fantasia
           Número de páginas: 271



Sinopse: “Alyssa Gardner entrou na toca do coelho para assumir o controle do seu destino. Ela sobreviveu à batalha pelo País das Maravilhas e por seu coração. No conto ‘O Menino da Teia’, Alison relembra o período em que viveu no País das Maravilhas e resgatou o homem que se tornaria seu marido e pai de sua filha, Alyssa. No ‘A Mariposa no Espelho’, conhecemos as lembranças de Morfeu, de quando ele mergulhou nas memórias de Jeb para descobrir os segredos dele e tentar ganhar, de uma vez por todas, o disputado coração de Alyssa. No ‘Seis Coisas Impossíveis’, Alyssa revive os momentos mais preciosos de sua vida após os acontecimentos em Qualquer Outro Lugar, e o papel mágico que desempenhou para preservar a felicidade daqueles que ela ama. Em ‘Sussurros do País das Maravilhas’ você encontrará três contos de lembranças inéditas e inesquecíveis. Junte-se novamente aos personagens da série O Lado mais Sombrio e embarque nesse fantástico mundo.”


          Atenção! Essa resenha contém spoilers dos livros anteriores


Gente do céu! Preciso confessar a vocês que meu coração encontra-se partido pelo fim dessa série sensacional que eu amo de paixão. É claro que eu sei que não há nenhuma forma de prossegui-la, até mesmo porque o que me conquistou mesmo nessa série foi o Jeb, e como o encontraremos nesse livro com 80 anos, não tem sentido algum continuar sem ele, mas mesmo assim o coração dói um pouquinho.

Sussurros no País das Maravilhas traz algumas cenas que ficaram abertas a nossa imaginação em ‘O lado mais sombrio’ e ‘Qualquer outro lugar’, os livros 2 e 3, respectivamente, da série Splintered. Agora temos apenas três contos e em cada um deles nos apaixonamos ainda mais por essa releitura fantástica da história de ‘Alice no País das Maravilhas’ criada por essa rainha, a linda A. G. Howard (incrível como as iniciais da autora batem com as de Alyssa depois de casada com Jeb – Alyssa Gardner Holt).

No primeiro conto, O Menino da Teia, temos um vislumbre da vida dos casais (Al e Jeb, Alison e Thomas, Jen e Corb) depois do retorno de todos ao reino humano – portanto, essa história estaria logo após o fim do livro 3, ‘Qualquer outro lugar’. O foco desse conto é a vida de Alison e Thomas, os pais de Al, e alterna entre o presente e o passado. 

Enquanto espera para sair para jantar com Thomas, Alison relembra momentos de sua infância como órfã, seus primeiros contatos com Morfeu, como encontrou o caminho até a toca do coelho, como enfrentou os desafios pela coroa do País das Maravilhas e como desistiu dela pelo menino que salvou da Irmã Dois.  Antes de irem ao restaurante, Thomas leva sua esposa para uma visita ao trem das memórias, a fim de darem um passeio pela história dele, desde sua infância até o momento em que ela o salvou. É muito interessante a forma como Howard constrói os sentimentos de Alison, tão real que chegamos a sentir as mesmas coisas que ela: nostalgia, culpa, medo, amor e libertação. 

 O segundo conto, A mariposa no espelho, seria uma espécie de 2.5, pois a história se passa logo após o término do segundo livro, Atrás do Espelho, e antes do terceiro. Nesse conto, acompanhamos Morfeu até o trem das memórias para que ele observe as lembranças de Jeb – o que não passa de uma tática do Mariposão para descobrir meios de fazer Alyssa escolher a ele e não a Jeb. 

A intenção de Morfeu ao especular as memórias do ‘pseudoelfo’ não é nada nobre, porém ele acaba abalado no final. Depois de mergulhar na mente de Jeb, ele descobre que nosso cavalheiro possui um grande senso de honra e um amor maior ainda por Al, capaz até mesmo de dar sua vida por ela sem pensar duas vezes – o que o torna muito mais digno do amor de Alyssa do que a Mariposa manipuladora. 

“O romance não era uma coisa justa. Não era um jogo. Era guerra. E, como em qualquer outro campo de batalha, não lhe cabiam a compaixão e a misericórdia.” (pág. 121)

Começamos a leitura do conto ‘Seis Coisas Impossíveis’ com Alyssa morta. Ou quase. Aqui conhecemos o fim definitivo da série e temos alguns vislumbres de cenas que só existiam em nossa imaginação: as 24 horas que Al concedeu a Morfeu antes de sua volta definitiva ao reino humano, o casamento e a família maravilhosa que ela construiu com Jeb, os sonhos passados ao lado de Morfeu e a perda daqueles que Alyssa mais amou na vida. Tudo isso e um pouco mais até o momento em que ela decide acabar com sua existência humana e assumir seu lugar como rainha no mundo intraterreno.

Após a ‘morte’ de Al, a qual, por descuido, quase se tornou verdadeira, ela assume o trono no País das Maravilhas e o seu lugar ao lado de Morfeu – tá legal, aqui até eu meio que me apaixonei pela Mariposa, mas meu coração ainda é do Jeb <3. É claro que conheceremos mais sobre o filho deles, aquele mesmo de quem soubemos a futura existência no livro passado: o príncipe que seria capaz de sonhar e restaurar o reino. Mas, como a fruta não cai longe do pé, a criança nem nasceu e já se mostra filha de Morfeu – teimosa, egoísta e mágica. Vai dar o que ver para eles conseguirem convencê-lo a nascer...

Assim como nos demais volumes, a capa está sensacional e a diagramação perfeita. As páginas são amarelas e granuladas e as histórias são narradas em primeira pessoa, primeiro na perspectiva de Alison, depois na de Morfeu/Jeb e, por fim, na de Alyssa.

Como eu disse na resenha do livro passado, ainda não estou preparada para me despedir, pois nunca dizemos realmente adeus aos nossos livros preferidos. Então, até mais, meus lindinhos. Em breve os lerei novamente e passarei mais um tempinho ao lado desses personagens maravilhosos – em especial do moreno lindo dos olhos verdes ;) kkkkkkk 

P.S.: Preciso agradecer à Editora Novo Conceito por atender nossos pedidos e publicar esse livro maravilhoso, me permitindo mais uns momentos nesse universo fantástico e me rendendo mais uns suspiros dedicados ao lindo Jebediah Holt. Obrigada, NC! <3


Gabriele Sachinski


Resenha do livro: Nada Consta de Danilo “Japa” Nuha

quarta-feira, 12 de abril de 2017






           Editora Geração
           Literatura Brasileira/Ficção/Autobiografia
           Número de páginas: 168


Sinopse: “Este livro – romance, memórias, aventura mágica? – de Danilo “Japa” Nuha é um livro de ladrão, pulador de muros. É a história de um vendedor de livros e discos do Beco das Garrafas, em Copacabana, Rio de Janeiro, que começa a narrar sua vida a partir da infância, quando foi largado, ainda bebê, no boteco de um casal de japoneses em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul e a partir daí não para mais. De jornaleiro e balconista de botequim no Mato Grosso do Sul a operário de fábrica e aspirante a bandido no Japão aos 16 anos; contrabandista em Bali; jornalista em Tokyo aos 25 e, finalmente, de volta ao Brasil, onde vive encontros surpreendentes junto a grandes artistas, como Milton Nascimento, João Donato, Paulo Moura, Roberto Carlos, Emílio Santiago, Criolo, Racionais MC´s, Hermeto Pascoal, Banksy e Almir Sater, entre outros. Ficção? Realidade? Só lendo para entender.” 

“Nada Consta” é um daqueles livros que deveriam vir com a indicação “não tente fazer isso em casa”. Contando sua própria história, Danilo alterna entre suas escassas memórias sobre sua adoção por um casal de japoneses, sua escala como trabalhador no Japão, sua volta ao Brasil e o curso de jornalismo, o retorno ao país do sol nascente como repórter e a volta definitiva (e meio decadente) à terra natal. No meio desses relatos, Danilo conta diversas enrascadas nas quais se meteu e como conseguiu sair de cada uma delas.

Confesso que acabei relacionando a adoção de Danilo com a do personagem Norbit, do filme “Norbit: uma comédia de peso”. O fato de ele ter sido abandonado e adotado por um casal de japoneses me levou a conectar as duas histórias. Mas as semelhanças pararam por aí, rs.

Aos 16 anos, Danilo viaja para o Japão para trabalhar como operário nas empresas japonesas que estavam em ascensão. Além de trabalhar como operário, atua como contrabandista de mercadorias e traficante de drogas, juntamente com um primo seu. Cansado dessa vida, ele resolve retornar ao Brasil e correr atrás do seu sonho de ser jornalista. 

Depois de formado, Danilo retorna ao Japão, mas dessa vez para trabalhar como repórter em um jornal destinado aos imigrantes brasileiros. Após algumas matérias – dentre as quais ele entrevistou Milton Nascimento –, ele acaba sendo preso e demitido do jornal. Sem emprego, começa a fazer alguns bicos, principalmente como contrabandista.

“E se eu não tivesse ido até o final e, de língua, beijado a lona? O tempo ensina: beijar a lona com grandezas é coisa para poucos. Com derrocadas tão intensas, só perdem aqueles que nelas não se inspiram.” (pág. 165)

De volta à terra natal, Danilo trabalha como vendedor de CDs e conhece muitas estrelas da música brasileira – João Donato, Roberto Carlos, Criolo, Racionais, Almir Sater, entre outros. Além das celebridades, traficantes, contrabandistas, moradores de comunidades, prostitutas e garçons formam seu grande grupo de amigos, com os quais ele vive as mais diversas experiências.

A narração alterna entre presente e passado, entre Japão e Brasil, sem qualquer relação necessária entre um capítulo e o próximo (o que é bem plausível, já que se trata de um “livro de memórias”). As páginas são brancas e a diagramação é simples. Há uma seção de fotos, quase um álbum, bem no meio do livro, que comprovam diversas histórias malucas narradas por Danilo. 

Uma coisa que chama bastante a atenção no livro é a presença de palavras japonesas, as quais eu ficava tentando pronunciar e me sentia como o Whindersson Nunes no vídeo “Sou Fluente em Japonês” – o que, por si só, já me rendia boas risadas.

Danilo Japa Nuha é o exemplo do cara que faz tudo errado, mas que acaba dando certo. Mesmo passando por perrengues, ele nunca perdeu o bom humor (algumas vezes encontrado em atividades ilícitas) e sempre batalhou para melhorar sua situação, pois, nas palavras do próprio autor, “como não viemos ao mundo pela zona sul, com rosto de galã e família de novela das oito, tentamos superar isso com estilo, bom humor e imaginação” (pág.19).


Gabriele Sachinski

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