Resenha do livro: Um Beijo Inesquecível de Julia Quinn

quarta-feira, 9 de março de 2016





              Título original: It´s in his kiss
              Editora Arqueiro
              Literatura estrangeira/Romance de época
              Número de páginas: 272


Sinopse: Toda a alta sociedade concorda que não existe ninguém parecido com Hyacinth Bridgerton. Cruelmente inteligente e inesperadamente franca, ela já está em sua quarta temporada na vida social da elite, mas não consegue se impressionar com nenhum pretendente. Num recital, Hyacinth conhece o belo e atraente Gareth St. Clair, neto de sua amiga Lady Danbury. Para sua surpresa, apesar da fama de libertino, ele é capaz de manter uma conversa adequada com ela e, às vezes, até deixá-la sem fala e com um frio na barriga. Porém Hyacinth resiste à sedução do famoso conquistador. Para ela, cada palavra pronunciada por Gareth é um desafio que deve ser respondido à altura. Por isso, quando ele aparece na casa de Lady Danbury com um misterioso diário da avó italiana, ela resolve traduzir o texto, que pode conter segredos decisivos para o futuro dele. Nessa tarefa, primeiro os dois se veem debatendo traduções, depois trocando confidências, até, por fim, quebrarem as regras sociais. E, ao passar o tempo juntos, eles vão descobrir que as respostas que buscam se encontram um no outro... e que não há nada de tão simples – e de tão complicado – quanto um beijo.


"Um beijo inesquecível" é o sétimo livro da série Os Bridgertons. Os livros podem ser lidos fora da ordem porque cada um traz um casal protagonista diferente. A série conta as histórias de amor de cada um dos 8 irmãos Bridgertons e são cheias de humor, romantismo e finais felizes. É um prato cheio para quem gosta de romances de época, inclusive é a minha série favorita.

A história é sobre Hyacinth Bridgerton, uma jovem que fala o que pensa e não tem papas na língua, além de ser muito inteligente e considerada excêntrica para os padrões da sociedade. Ela já está em sua quarta temporada e não teve sucesso até agora para encontrar um marido merecedor de sua companhia devido seu comportamento "anormal". Sua família já está tensa porque ela ainda não arranjou um pretendente, no entanto ela não está muito preocupada com isso.

Gareth St. Clair é o neto da Lady Danbury, uma senhora de personalidade forte e que gosta de impor sua opinião. Hyacinth se identifica com ela, por isso construíram uma amizade forte, apesar da estranheza da sociedade. Gareth é conhecido por sua libertinagem e boa aparência e no primeiro momento, não desperta curiosidade de Hyacinth, mas apesar de seus defeitos, ele consegue desconcertá-la e manter algumas horas de conversas, tirando-a do eixo.

"E então, de repente, Hyancinth viu que certas coisas apenas se sabem, e não há como explicá-las. Naquele momento, ela soube que se casaria com aquele homem. Ninguém mais serviria. pág 146

Hyancint não quer dar o braço a torcer e confessar que gosta da companhia de Gareth, por isso adora rebater tudo o que ele fala e dar boas respostas. Porém, num certo dia, na casa de Lady Danbury, pois Hyacinth lê livros para a amiga toda semana, Gareth aparece inesperadamente. Ele está com um antigo diário da avó Isabella e precisa traduzi-lo porque está escrito em italiano. Para sua sorte, Hyacinth tem conhecimentos de italiano e se oferece para traduzir, já que adora um desafio.

A partir desse momento, Gareth e Hyacinth passam diversas horas juntos e além de descobrirem segredos importantes sobre o passado de Gareth, vão se encantando um com o outro. Eles trocam confidências, desejos, histórias do passado e beijos. A paixão toma conta deles, mas será que vão se envolver? Será que finalmente Hyacinth encontrou o esposo ideal para ela? Será que Gareth desvendará o passado e ficará livre para aproveitar o futuro?

Hyacinth é a irmã Bridgerton mais dona de si, independente e de personalidade forte desde criança. Ela é teimosa, mas sabe dar o braço a torcer quando está errada e não desiste nunca de um desafio. Gareth é lindo, tem atitude e apesar das dificuldades, quer ser feliz, Ele encontra em Hyacinth uma esposa ideal, pois ela não é monótona e sabe envolvê-lo completamente. Adorei a sintonia da casal e da história do livro. Torci para que ficassem juntos logo no início.

A narrativa está em terceira pessoa e é uma delícia de acompanhar. As páginas são amareladas e a diagramação é simples. A capa continua belíssima e segue a estética dos outros livros da série. Os diálogos dessa série são impagáveis. Estou ansiosa para finalizar a série e ler os dois últimos livros. Super recomendo para os amantes de romances de época porque as histórias são sensacionais e nos fazem suspirar.

Amei <3




Histórias Verídicas da Segunda Guerra Mundial #2 - 80 anos do Spitfire

segunda-feira, 7 de março de 2016


Nome: Spitfire Mk I
Fabricante: Supermarine Aviation Works Ltd.
País de Origem: Grã-Bretanha (Inglaterra)
Motor: Um Rolls-Royce Merlin III com 1.030hp 12cilindros
Primeiro voo: 5 de março de 1936 
Envergadura: 11,23 m 
Comprimento: 9,12
Armamento:8 metralhadoras Browning .303

Esse mês uma lenda da Segunda Guerra Mundial completa 80 anos. Spitfire, caça britânico projetado por Reginald Mitchel em 1936, seu nome Spit(cuspir) e Fire(fogo), pode ser traduzido como "cuspidor de fogo" foi o caça britânico mais famoso da Segunda Guerra Mundial e o único caça aliado que operou durante todo o conflito.

O Spitfire construiu sua reputação na batalha da Grã-Bretanha que foi a maior batalha aérea da Segunda Guerra Mundial, travada sobre o canal da mancha e no sul da Inglaterra. A Luftwaffe (Força Aérea alemã) lançou uma ofensiva sobre as cidades inglesas para forçar a Inglaterra a se render, e assim Hitler teria a Europa nas mãos. Graças aos pilotos da RAF (Real Força Aérea) e seus Spitfires, a Lutftwaffe sofreu muitas baixas e Hitler foi obrigado a recuar, sofrendo assim a sua primeira derrota. O Spitfire foi o simbolo dessa vitória que impediu a invasão alemã, dando um fôlego a mais para os ingleses que nesse momento lutavam sozinhos.


Fonte: Série Guerras Mundiais e Livro A segunda guerra mundial de Martin Gilbert






Edmilson Soares

Resenha do livro: O Último dos Canalhas de Loretta Chase






              Título original: The last hellion
              Editora Arqueiro
              Literatura estrangeira/Romance de época
              Número de páginas: 304


Sinopse: O devasso Vere Mallory, duque de Ainswood, está pronto para sua próxima conquista e já escolheu o alvo: a jornalista Lydia Grenville. Só que desta vez, além de seduzir uma bela mulher, ele deseja também se vingar dela. Ao se envolver numa discussão numa taverna, Vere foi nocauteado por Lydia e se tornou alvo de chacota de toda a sociedade. Agora ele quer dar o troco manchando a reputação da moça. Mas Lydia não está interessada em romance, principalmente com um homem pervertido feito Mallory. Em seus artigos, ela ataca nobres insen- satos como ele, a quem considera a principal causa dos problemas sociais. Nesse duelo de vontades, Vere e Lydia se esforçam para provocar a der- rota mais humilhante ao mesmo tempo que lutam contra a atração que o adversário lhe desperta. E, nessa divertida batalha de sedução e malícia, resta saber quem será o primeiro a ceder à tentação.


"O último dos canalhas" é o segundo livro da série Os Canalhas que podem ser lidos separadamente porque contam histórias com protagonistas diferentes. Esse livro traz como protagonistas: Lydia Grenville, uma mulher independente, corajosa, jornalista e com uma beleza exótica; e Vere Mallory, o duque de Ainswood, conhecido por sua fama de devasso e por seu enorme porte físico.

Depois que os dois se encontram e Lydia o nocauteia, Vere começa a prestar atenção nela e decide se vingar. Para isso, pretende seduzi-la para manchar sua reputação, já que Vere virou vítima de chacota em toda cidade. Só que o jogo de sedução não será tão fácil, pois Lydia conhece a má reputação de Vere e dificultará a aproximação entre eles.

Lydia é considerada uma solteirona com seus quase 30 anos e não irá entregar seu coração tão facilmente ao primeiro homem que aparecer. Ela não quer perder sua liberdade se casando e costuma atacar em sua coluna no jornal os tipos de homens como Vere, além de injustiças que ocorrem na cidade. Além do jornalismo, ela gosta de escrever histórias com pseudônimo no jornal e seus capítulos diários estão causando um frisson em toda Londres.

Vere é o duque de Ainswood por obrigação, já que devido as mortes de todos os primogênitos e parentes herdeiros do título, ele foi o único que sobreviveu para assumi-lo. Por isso, ele é tão amargurado, já que guarda em seu interior muita tristeza e raiva do passado. Vere não mora na casa que herdou e quer viver a vida sem responsabilidade, por isso prefere chamar a atenção por sua excentricidade.

" - Você não me quer de verdade. Foi o calor do momento. A excitação. O perigo é excitante. Você não deveria ter chegado a menos de um quilômetro de mim, Grenville. Sou má influência. Pergunte a qualquer um." pág 144 

Lydia tem um extinto protetor e salva algumas garotas das garras da cafetina mais sórdida de Londres. Ela os contrata como ajudantes e se tornam muito amigas. Porém, isso causa ódio na prostituta que um dia tentará se vingar dela. Vere e Lydia vivem uma relação de gato e rato, mas estão sempre juntos mesmo que discutindo. Eles aos poucos vão tendo mais afinidades, mas Lydia sabe que se entregar seu coração, não o terá novamente.

As faíscas de amor ente os dois logo aparecem e os confunde. O que será que o destino os aguarda? Será que Lydia dará o braço a torcer e se entregará a essa paixão? Será que Vere superará o passado? Será que eles ficarão juntos? Eu adorei o envolvimento entre eles e a personalidade de ambos. Lydia é uma protagonista forte, decidida e de ótimo caráter. Vere, apesar de seus traumas e má fama, tem bom coração e vai fazer de tudo para se redimir e tentar ser feliz novamente.

Vere e Lydia passam por várias provações, embates, discussões, perigos e cenas mais calientes. O livro tem algumas reviravoltas, o final é bem agitado e surpreendente. Adorei a conclusão do livro. O começo do livro é meio lento, mas depois não consegui mais parar de ler. A narrativa está em terceira pessoa, é muito fluída e gostosa de ler. As páginas são amareladas e a diagramação é simples. A capa está perfeita como no primeiro livro.

Recomendo para fãs de romances. Adorei e quero continuar lendo a série, já que amo romances de época.


Resenha do livro: Dez coisas que aprendi sobre o amor de Sarah Butler

quinta-feira, 3 de março de 2016




                   Título original: ten things I’ve learnt about love
              Editora Novo Conceito
              Literatura Inglesa/Ficção
              Número de páginas: 254

Sinopse: Por quase 30 anos, quando a brisa de Londres torna-se mais quente, Daniel caminha pelas margens do Tâmisa e senta-se em um banco. Entre as mãos, tem uma folha de papel e um envelope em que escreve apenas um nome, sempre o mesmo. Ele lista também algumas coisas: os desejos e o que gostaria de falar para sua filha, que ele nunca conheceu. Alice tem 30 anos e sente-se mais feliz longe de casa, sob um céu estrelado, rodeada pela imensidão do horizonte, em vez de segura entre quatro paredes. Londres está cheia de memórias de sua mãe que se fora muito cedo, deixando-a com uma família que ela ao parece fazer parte. Agora, Alice está de volta porque seu pai está morrendo. Ela só pode dar-lhe um último adeus. Alice e Daniel parecem não ter nada em comum, exceto o amor pelas estrelas, cores e mirtilos. Mas, acima de tudo, o hábito de fazer listas de dez coisas que os tornam tristes ou felizes. O amor está em todas as partes desta história. Suas consequências também. Sejam boas ou más. Até que ponto uma mentira pode ser melhor do que a verdade?

Complexo. Essa é a palavra que eu usaria para definir esse livro. Nunca havia lido nada dessa autora, portanto não sabia o que esperar da leitura. Confesso que demorei para “pegar o ritmo da história”.

Alice está com quase 30 anos e sua vida consiste em viajar de um lugar para outro, pois não vê lugar algum como sua casa, seu lar. Ela perdeu sua mãe quando tinha 4 anos, em um acidente de carro e sempre se culpou por isso, já que sua mãe havia saído para buscá-la no balé. Alice acreditava que suas irmãs, Cee e Tilly, e seu pai, Malcon, também a culpavam e, por isso, quase não suportavam olhá-la após a morte da mãe, Juliane. Mas ela não estava nem perto da verdade.

Daniel tem quase 60 anos e vive nas ruas, depois de perder seu último emprego. Vagando pela cidade, ele busca encontrar sua filha – fruto de um relacionamento com uma mulher casada – que nunca conheceu. Ele tem uma mania com cores e nomes, o que me deixava meio confusa, precisando, muitas vezes, voltar e ler novamente o trecho para entender as conexões que o personagem fazia.

“Paro na porta e sinto, só por um instante, que são um bando de estranhos, que eles são a família de alguém e que não tenho nada a ver com eles.” (p. 86)

O livro apresenta narração em primeira pessoa, intercalando os capítulos entre os dois protagonistas. No início, não há como estabelecer uma conexão real entre os dois personagens, a não ser pelas listas que ambos fazem. A partir da página 80, aproximadamente, é que começa a ser possível imaginar em que ponto a história deles irá se entrelaçar e se tornar uma só. A construção da personagem Alice é mais suave, enquanto os capítulos de Daniel são quase maçantes, pois possuem trechos de sobreposição de lembranças, algumas vezes sem conexão explícita.

O fim me deixou aturdida. Não teve o fim que imaginei. Na verdade, me deixou com a impressão de ter acabado abruptamente, meio que sem terminar o que havia começado. A capa está linda com esse fundo azul (minha cor predileta rs). As folhas também são uma graça, com uma flor em cada capitulo, parecendo que foram amarradas ali – o que remete a momentos da história. A diagramação é simples e as páginas são amareladas.

Para você que quer ler esse livro, lhe aconselho que tenha uma mente aberta e que não desista antes da história engrenar de verdade, caso contrário, não saberá o que une Alice e Daniel, que parecem vagarem sem rumo, mas que podem ser o que ambos estavam procurando...


                             Gabriele Sachinski

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