Resenha do filme: Insurgente

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016
Oi gente,

A resenha da vez é do filme Insurgente. Eu amei o filme Divergente (a resenha está aqui) e estava muito curiosa para assistir a continuação que é baseada na trilogia de mesmo nome. E não me decepcionei! Lembrando que eu não li os livros, portanto a minha opinião se baseia apenas no filme, já que não posso fazer uma comparação entre eles.



Sinopse: Tris (Shailene Woodley) e Quatro (Theo James) agora são fugitivos e procurados por Jeanine Matthews (Kate Winslet), líder da Erudição. Em busca de respostas e assombrados por prévias escolhas, o casal enfrentará inimagináveis desafios enquanto tentam descobrir a verdade sobre o mundo em que vivem.

Só para relembrar, a história se passa em Chicago numa época futura. A cidade é toda protegida por enormes cercas de ferro para que não ocorra invasões das regiões ao redor que foram destruídas. Dentro da cidade, os habitantes são divididos em 5 facções para que se manter a ordem e a paz. São elas: Abnegação, Franqueza, Amizade, Erudição e Audácia. Cada facção é encarregada de um setor da sociedade, por exemplo, a Abnegação cuida da parte política e a Audácia cuida da segurança.



O filme começa dando uma sequencia ao final de Divergente, já que Tris, Quatro, Peter e Caleb conseguem fugir de Jeanine e partem para longe. Agora que são considerados fugitivos em todo o distrito, eles estão escondidos na facção Amizade, pois procuram um refúgio temporário. Num certo dia, os guardas da líder da facção Erudição, Jeanine, aparecem na facção Amizade procurando por divergentes, obrigando Caleb, Tris e Quatro a fugirem novamente. Peter decide se virar contra os amigos e passa para o lado de Jeanine.

Tris, Quatro e Caleb vivem várias aventuras nessa fuga, mas Quatro descobrirá um segredo da sua família, junto com os sem facção, que será essencial na luta contra Jeanine. Caleb decide parar de fugir e os abandona, pois acha que não nasceu para lutar e quer ser útil de outra forma. Fiquei com muita raiva de Caleb, já que ele tem ações muito contraditórias e contra a irmã.



Tris e Quatro passam a metade do filme fugindo, se escondendo em outras facções e lutando contra os guardas. Eles precisam de esquivar dos perigos a todo momento e enfrentar os medos continuamente. Jeanine tem um plano para acabar com todos os divergentes, já que tem certeza que eles são o motivo da ruína da cidade. Mas para isso, precisa abrir uma caixa especial que foi encontrada sob proteção dos pais de Tris.  

Jeanine acredita que a caixa contém segredos importantes e não medirá esforços para abri-la. Entretanto, a caixa só será aberta por um divergente poderoso e ela está atrás desse divergente custe o que custar. Tris pode ser a divergente escolhida e não quer mais arriscar a vida de seus amigos, por isso terá que decidir se se candidata de livre e espontânea vontade para as simulações.  Ela que saber o que tem dentro da caixa e o motivo de seus pais terem a guardado arriscando suas vidas. O conteúdo da caixa será essencial para o futuro dos habitantes da cidade.


Achei que o filme começa meio lento e chatinho porque eles só ficam fugindo, mas depois de um tempo, fica eletrizante e termina de forma sensacional. Fiquei louca para saber a continuação da história. Tris muda de aparência logo no início e enxergamos nela uma verdadeira lutadora. Como Tris não consegue se perdoar pelas mortes dos pais e do amigo Will, ela fica se martirizando diariamente com o passado.

Quatro terá que enfrentar fantasmas do passado e fica ao lado de Tris a todo momento. Eles formam um casal perfeito. A atuação de Shailene Woodley (Tris) e Theo James (Quatro) continua ótima e envolvente. Eles possuem bastante química e carisma. Ansel Elgort (Caleb) aparece um pouco mais nesse filme, mas não me simpatizei com o personagem.



As cenas de ação e das simulações são ágeis, rápidas e de tirar o fôlego. Tris é muito corajosa e enfrenta Jeanine de frente, apesar de odiar ser uma divergente. Tris arrisca a própria vida para proteger outros divergente e fará de tudo para acabar com o governo doentio de Jeanine.

O filme fala muito sobre família, lealdade, perdão, companheirismo e amor. Apesar de ser uma ficção, trás elementos importantes para nossa vida e com certeza, vou levar várias lições comigo. A fotografia, os efeitos especiais e a trilha sonora estão fantásticas. Eu amei o filme e já estou om vontade de revê-lo. Recomendo para fãs de distopias e para amantes da série Divergente. <3



TAG Queimar, Reescrever e Reler

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Oi,


Hoje resolvi responder a TAG Queimar, Reescrever e Reler. Vi essa TAG no canal The Book Dilemma e quem a criou foi a Lauren Ann. Vamos começar!

Essa TAG basicamente consiste em escolher 15 livros que já tenha lido e escrever os nomes em papéis para fazer um sorteio. Selecione três de cada vez e entre os livros sorteados, devemos separar um para Queimar, um para Reescrever e um para Reler. Dá um pouco de trabalho fazer isso, mas é bem legal.

Eu escolhi livros que acho que todos conhecem. Talvez seja um pouco difícil decidir porque tem mais livros aqui que eu gosto do que eu não gosto. Dentre os livros escolhidos tem séries, trilogias e sagas. Então não irei falar deles individualmente, mas sim no geral.


Livros Escolhidos:

1.     Fallen – Lauren Kate
2.     Hush Hush – Becca Fitzpatrick
3.     Maze Runner – James Dashner
4.     Harry Potter – J.K Rowling
5.     Jogos Vorazes – Suzanne Collins
6.     Divergente – Veronica Roth
7.     A Culpa é das estrelas – John Green
8.     Quem é você alasca? – John Green
9.  Rainha Vermelha – Victoria Aveyard
10. A Seleção – Kiera Cass
11. Como eu era antes de você – Jojo Moyes
12. Os Instrumentos Mortais – Cassandra Clare
13. Estilhaça-me – Tahereh Mafi
14. Objetos Cortantes – Gilliam Flynn
15. Cartas de Amos aos Mortos – Ava Dellaira



Sorteio:


1° Rodada:




Queimar: Fallen. Eu amo essa série e foi uma das primeiras que li. Porém, os dois últimos livros são bem ruins.

Reescrever: Hush Hush. É outra série que amo. Só achei os três últimos livros desnecessários. Eu cancelaria os três últimos e deixa só o primeiro porque ele é ótimo.

Reler: Como eu era antes de você. Apesar de tudo, gostei muito desse livro. Estou bem curiosa para ver o filme.




2° Rodada:



Queimar: Estilhaça-me. É uma das piores distopias que já li. A autora tinha tudo para criar uma trilogia ótima com um bom plot. Mas no segundo livro, ela se perdeu completamente. Ficou tudo muito confuso e no final eu nem sabia mais o que estava acontecendo

Reescrever: Maze Runner. Tenho uma relação complicada com essa série porque tem o pior final que eu já li na minha vida.

Reler: Os Instrumentos Mortais.  Amo muito essa série. Ela mexe com as nossas emoções e confesso que sou obcecada por livros da Cassandra Clare.





3° Rodada:




Queimar: A Seleção. Gosto muito dessa trilogia, só que a autora não soube desenvolver. E também acho desnecessário ter três livros, pois para mim deveria ser apenas um. Isso sem falar de A Herdeira.

Reescrever: Quem é você Alasca?. Acho que não preciso dizer o porque, mas amo esse livro.

Reler: Objetos Cortantes. É um dos melhores livros que eu já li na vida. É o tipo de livro que mexe com nosso psicológico. É um loucura e ficamos loucos com a personagem. Gilliam Flynn, melhor pessoa.




4° Rodada:



Queimar: Jogos Vorazes. Não tem um porquê. Nada contra, amo essa trilogia de verdade. Mas não posso queimar nenhum dos outros dois.

Reescrever: Cartas de amor aos Mortos. Amo esse livro e é mais um que mexeu com minhas emoções e com meu psicológico. Melhor livro que eu li em 2015.

Reler: Harry Potter. É infância, melhor livro da vida e quase leitura obrigatória. Confesso que comecei a ler pelo sétimo quando eu tinha 12 anos.




5° Rodada:


Queimar: A Culpa é das Estrelas, nada contra. Na verdade, amo.

Reescrever: Rainha Vermelha. Não é o melhor livro da vida, mas é muito bom mesmo. Não sei o que mudaria.

Reler: Divergente. Amo muito essa trilogia, muito mesmo. A Tris me ensinou a ter coragem.



Não leve a sério minha opinião se eu disse que um livro é ruim ou que eu não gostei. Quando digo que é ruim, na realidade, são coisas que aconteceram que EU não gostei e não que o livro todo seja ruim. Não tenho o poder de julgar nada. São todos livros bons, apenas despertam sentimentos e emoções diferentes entre os leitores.

Espero que tenham gostado.

Beijos


Yara Macêdo

Resenha do livro: Os Crimes do Dançarino da Sé de Marcelo Antinori

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016





          Editora Bússula
          Literatura nacional/Suspense
          Número de páginas: 104


Sinopse: Numa manhã qualquer, um corpo esquartejado é largado num carrinho de supermercado no marco zero de São Paulo, a Praça da Sé. O crime não apenas atiça o apetite da imprensa, como enfurece Coutinho, o chefão do tráfico de drogas na região. Casado com Luciana, porém mantendo um caso com Ana Pérsia, o narrador, protagonista da primeira estória da coleção, embrenha-se cada vez mais num mundo ao qual não pertence mas que, a cada passo que dá, participa de forma ativa. Entre as investigações da polícia, Carmen – o homem de seios do sebo de livros –, Dimitri, o violinista, os brutamontes comandados por Coutinho e Verônica, uma informante do crime organizado infiltrada na PM paulista, Os Crimes do Dançarino da Sé torna-se uma estória de leitura rápida e instigante a um preço convidativo

"Os crimes do dançarino da Sé" é o segundo livro da coleção Sereia de Vidro que aposta em histórias curtas, mas cheias de ação e suspense. Achei muito bacana a proposta da coleção porque os livros tem tamanho de bolso e é perfeito para levar na bolsa. A leitura é muito rápida, ágil e sem enrolação.

Outro ponto positivo é que a história se passa no centro de São Paulo. Como sou paulistana, reconheci e já estive em todos os lugares citados, dando um toque especial na leitura. A história é nua e crua, mostrando corrupção, pontos de vendas de drogas, policiais corruptos, prostituição e infidelidade, portanto, se você gosta desse tipo de trama, vai se deliciar. Além disso, o mistério é bem construído.

A história começa com um cadáver retalhado que é encontrado no marco zero de São Paulo: na praça da Sé. Ele se encontra em um carrinho de supermercado sem a cabeça e as pontas dos dedos e com objetos esquisitos ao redor. As câmeras de segurança não captaram o rosto do assassino, mas foi possível vê-lo dançado enquanto ia embora da cena do crime. Por isso, ele fica conhecido como o "Dançarino da Sé".

"O corpo esquartejado foi notícia até no exterior. E, por mais que investigassem, a única certeza que se tinha era que o assassino era louco, exibicionista e gostava de dançar. Por isso, passou a ser conhecido como o Dançarino da Sé". pág 10

O chefe do tráfico de drogas da região, Coutinho, fica muito furioso com o caso e quer pegar esse assassino a todo custo, pois não quer manchar a imagem da região como insegura e perder o seu poder.  Portanto, a polícia e Coutinho estão atrás do idealizador desse crime brutal.

Nesse meio tempo, conhecemos Ana Pérsia que tem acesso ao crime organizado, a corrupção policial e prostituição. Ana é amante do nosso protagonista (a história entre eles se inicia no primeiro livro) e os dois tentarão encontrar o assassino juntos, com a ajuda de amigos, para impressionarem Coutinho. Além dos problemas fora de casa, a esposa do protagonista esconde um segredo que ameaça sua vida, portanto o protagonista também precisa desvendar e ajudar sua esposa, já que a ama e não tem intenção de acabar com seu casamento.

A trama é curta, mas é bem frenética. Nas 100 páginas do livro, passeamos por vários cenários e muitas revelações. Eu fui chocada por muitas delas, já que tem elementos impoliticamente corretos. Gostei muito por se passar em São Paulo e por ter o final da trama foi bem amarrado. O livro conclui o mistério, mas deixa ganchos para os próximos volumes.

A narrativa está em terceira pessoa e é contada pelo protagonista. As páginas são brancas e a diagramação é simples. A capa é simples, mas atraente. Recomendo para amantes de leituras rápidas que envolvam assassinatos, mistérios e assuntos polêmicos.



Resenha do livro: Anjo Mecânico de Cassandra Clare

domingo, 21 de fevereiro de 2016



​
            Título Original: Clockwork Angel
            Editora Galera Record
            Literatura estrangeira /Fantasia
            Número de páginas: 387


Sinopse: Theresa Gray (Tessa) tem um anjinho mecânico pendurado no pescoço, um presente de família do qual nunca se separa. O tique-taque do pingente faz com que se sinta segura junto à lembrança dos pais, que já morreram. Mal sabe Tessa que esse barulhinho muito em breve vai ser tornar o odioso som de um exército comandado pelas forças do Submundo. Com os Caçadores de Sombras e seu recém descoberto poder sobrenatural, ela enfrentará uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das trevas na Londres vitoriana.


Anjo Mecânico é o primeiro livro da trilogia “As Peças Infernais”, a segunda série situada no mundo dos Caçadores de Sombras de Cassandra Clare. Essa nova série mostra o mundo antes dos Instrumentos Mortais com uma perspectiva única sobre a magia e o mundo oculto nela. O livro começa com dois Caçadores de Sombras lutando contra um demônio, e em seguida, eles encontram uma garota morta na proximidade.

Depois disso, somos apresentados a Tessa Gray, garota órfã de dezesseis anos que precisa cruzar o oceano, de Nova York à Londres, após a morte da tia com quem vivia para morar com seu irmão que é seu único parente vivo. Mas ao chegar lá, é sequestrada pelas Irmãs Sombrias (Black e Dark), que a forçam a usar seus poderes de mudar de forma – que até então ela não sabia que tinha, enquanto ameaçam sua vida e a do irmão. Algum tempo depois, Tessa acaba sendo salva por Caçadores de Sombras e encontra abrigo no instituto de Londres, onde se vê no meio de um jogo de poder e lutas.

Tessa precisa ficar com os Caçadores de Sombras, pois junto com a chegada dela ao instituto, também chegou uma ameaça que ninguém sabe o que é ou quem é. Lá ela irá se juntar ao temperamental, maravilhoso e misterioso William Herondale (Will) e seu melhor amigo James Carstairs (Jem) cuja sua frágil beleza esconde um terrível segredo. Tessa usará seu poder e conquistará um lugar ao lado deles na batalha. Tudo isso para tentar descobrir quem é o Magistrado e qual é a origem de sua habilidade sobrenatural.

Me apaixonei por esse livro, pois ele é marcante, tem uma história muito boa e os personagens são maravilhosos. Sei que é quase impossível falar de Anjo Mecânico e não fazer nenhuma comparação com a outra série da autora, já que existem inúmeras semelhanças como: os plots das duas séries que são muito diferentes e parecidos ao mesmo tempo (temos uma garota aparentemente normal, que acaba descobrindo o mundo sobrenatural e que descobre possuir poderes extraordinários.)

Além disso, temos também o início de triângulo amoroso. A trama é excelente e em momento algum fiquei cansada ou entediada com a história. A Tessa é uma ótima personagem e me identifiquei muito com ela, já que tem uma paixão por livros e está sempre lendo.

“– Sempre se deve ter cuidado com os livros – disse Tessa – e com o que está dentro deles, pois as palavras têm o poder de nos transformar.” Pág. 84

Os outros personagens são igualmente bons. Will é totalmente engraçado, irônico, sarcástico, tem um humor ácido, uma autoestima elevada e é muito corajoso.  Ele é simplesmente incrível. O Jem é outra pessoa maravilhosa que mesmo com certas limitações,  nunca deixa de ajudar. Ele é completamente o oposto do Will. É sempre doce, cavalheiro, gentil e simpático com todos. A relação entre eles é ótima porque além de melhores amigos, eles são parabatai. Anjo Mecânico foi um dos livros mais cativantes, interessantes e perfeitos que já li. A autora conseguiu fazer um trabalho incrível e essa é a minha série preferida da autora.

O livro é narrado em terceira pessoa e é extremamente detalhando, seguindo o padrão de escrita dos Instrumentos Mortais com um narrador onisciente que sabe os pensamentos de todos os personagens. Também tem a narrativa em primeira pessoa por Tessa, Will, Jem e Charlotte. Nós somos apresentados a um mundo completo, detalhado e que é muito parecido com o nosso, tornando toda a história mais real e fácil de nos adaptamos ao ambiente, mesmo que seja em uma época vitoriana.

A história inteira se passa na antiga Londres Vitoriana, em 1878, de acordo com as datas mostradas no prólogo do livro. Podemos notar o estilo um tanto gótico com o uso de sobretudos e chapéus, vestidos e espartilhos, e isso traz um grande charme e classe ao livro. Além disso, se observamos Os Instrumentos Mortais, é possível ver que a Cassandra Clare amadureceu muito na escrita, já que mostra um universo mais sóbrio e bem trabalhado. A trama tem situações um pouco macabras, construções antigas e tem citações de vários lugares de Londres ao longo do livro.

O livro é muito bom. Recomendo que leiam As Peças Infernais primeiro e depois Os Instrumentos Mortais. Vale muito a pena.



Yara Macêdo

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