Editora parceira: Editora Contexto

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018
Olá, queridos!

É com imensa alegria que apresentamos a primeira parceria do ano de 2018. Eu fiquei muito feliz, porque a Editora tem vários títulos maravilhosos, principalmente na área de Língua Portuguesa - o que eu amo <3

Contexto, agradecemos a confiança! Temos a certeza de que teremos um ano produtivo pela frente :D

Sobre a Editora

A Editora Contexto tem uma história e muitas histórias. Desde 1987, a Contexto esteve sempre amparada na missão de diminuir a distância existente entre o saber produzido na Universidade e seus possíveis consumidores, estabelecidos em diferentes pontos da sociedade brasileira. Daí a preocupação, desde o início, de produzir livros de alta qualidade, sempre com uma escrita fluente, clara, agradável. A Editora surgiu de um sonho amadurecido pelo seu fundador, Jaime Pinsky, ao longo de sua vida como professor da UNESP, da USP e da Unicamp, tendo sido montada inicialmente em sua casa. Além de ajudar, sua família teve que pagar o ônus de um sonho: o depósito ficava na sala de jantar, a composição, na sala de visitas, a garagem foi transformada em recepção e secretaria, a revisão ficava numa salinha dos fundos e a direção, no escritório. 

Após a década de 1990, com a editora já consolidada, chegou o momento de ousar um pouco mais, produzir livros de referência, para a academia, e “livros de livraria”, além de reforçar nossas linhas habituais com traduções e títulos de maior envergadura e peso. Crescemos para as áreas de Economia, Turismo, Comunicação (especialmente Jornalismo) e Educação. Em Linguística, Geografia e História, nossos livros tornaram-se referência frequente de matérias jornalísticas, teses, pesquisas, concursos, vestibulares e até em pronunciamentos de juízes em tribunais. 

Nesses anos de Contexto, muitas coisas aconteceram em nosso país, entre as quais a redemocratização, a universalização da educação escolar, a aceleração do processo de urbanização, conquistas sociais de minorias e de mulheres, a afirmação do português brasileiro como forma autônoma da língua, várias crises econômicas e a emergência do Brasil como protagonista no concerto das nações. Sobre todos esses assuntos e muitos outros, a Editora Contexto publicou livros importantes. São várias centenas de livros editados, a maioria deles ainda em nosso catálogo, o que ilustra a cumplicidade entre nossas escolhas e o interesse do público. São muitas centenas de autores, dos mais destacados em cada área, e milhões de exemplares circulando em papel e para leitura digital. Nossa vocação declarada sempre foi a de promover a circulação do saber. Estamos cumprindo o prometido.

Para saber mais, acesse as redes sociais da Editora:

Gabriele Sachinski

Resenha do livro: Um Verão para Recomeçar de Morgan Matson

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018




           Título original: Second chance Summer
          Editora Novo Conceito
          Literatura Estrangeira/Ficção
          Número de páginas: 352


“A família de Taylor Edwards não é muito próxima – todos estão ocupados demais com seus afazeres -, mas, quase sempre, eles se dão muito bem. Quando o pai de Taylor recebe más notícias sobre a saúde dele, a família decide passar, todos juntos, o verão na casa do lago Phoenix. Fazia cinco anos que eles não passavam o verão naquele lugar, que agora parece bem menor do que antes. E, apesar da tristeza, os momentos em família os aproximam novamente. Além disso, Taylor descobre que as pessoas que ela pensou ter deixado para trás, continuam ali: sua ex-melhor amiga e seu primeiro amor (que está muito mais bonito do que antes). Com o passar do verão, e com os laços refeitos, Taylor e sua família tornam-se cada vez mais conscientes de que estão correndo contra o tempo diante da doença de seu pai. Mas, apesar de tudo, o aprendizado que fica é que sempre é possível ter uma segunda chance.”

“Um verão para recomeçar” conta a história de tantas famílias que, assim como a de Taylor Edwards, acaba se unindo por causa de uma tragédia. Quantas vezes nós mesmos não nos encontramos com nossos familiares somente em funerais? E então, somente nesse momento, percebemos o quanto perdemos em não nos aproximarmos daqueles que amamos?

O enredo gira em torno de Taylor e sua família, logo após receberem a notícia de que o pai, Robin Edwards, estava com câncer pancreático e provavelmente só lhe restaria o verão que se aproximava. Os Edwards ficam extremamente chocados e abalados com essa notícia, pois o pai não apresentava sinais de que estava morrendo – pelo menos não até aquele momento.

Como seu último desejo, o pai gostaria que a família toda viajasse para a casa deles no Lago Phoenix, a fim de passarem o verão juntos e retomarem uma antiga tradição que fora abandonada 5 anos antes – quando eles deixaram que outras atividades tomassem conta do tempo que eles passavam juntos.


“– Ele está com câncer – disse em voz alta pela primeira vez. Engoli em seco e me forcei a continuar, dizendo a palavra que eu nem ao menos conhecia até alguns meses atrás, e que agora odiava mais do que qualquer outra no mundo.” (pág. 202)


Claro que todos aceitam, embora ninguém mencione o que se passa na mente deles: o fim de cada dia desse verão significaria um dia a menos para seu pai. Para Taylor, essa viagem se mostra ainda pior, isso porque, há 5 anos, ela deixou assuntos mal resolvidos, chamados Lucy e Henry, no Lago Phoenix.

Já nas primeiras semanas do verão, as coisas parecem não poder piorar para Taylor, visto que Henry, seu ex-namorado, agora é seu vizinho e Lucy, sua ex-melhor amiga, é sua colega de trabalho. Para piorar, nossa protagonista é bem imatura, mesmo para uma garota de 17 anos, pois ela prefere fugir de seus problemas a ter que enfrentá-los. Porém, dessa vez, ela não pode fazer isso, pois, por mais que ela fuja, o câncer de seu pai permanecerá no mesmo lugar, levando-o aos poucos.

É bem interessante acompanhar o amadurecimento de Taylor com o decorrer dos fatos, pois ela consegue fazer da situação toda uma oportunidade de aprender com seus erros do passado e recomeçar.

Acredito que seja meio óbvio que a doença acaba por levar o pai dela, mas a forma com a qual a autora descreve a piora do quadro de Rob é bem realista e a dor de Taylor é palpável – me levando, várias vezes, às lágrimas.

O livro é muito bem escrito e envolvente, com narração em primeira pessoa, levando-nos a sentir o que a protagonista sente. O título está em relevo na capa, concedendo um charme especial ao volume. As folhas são amarelas e o livro é dividido em partes, cada uma delas com uma bela arte.

Eu mais do que recomendo a leitura desse livro, pois ele nos faz refletir sobre quantas vezes deixamos de aproveitar nosso tempo ao lado daqueles que amamos, e, principalmente, porque ele nos faz questionar sobre quantas vezes dissemos aos nossos pais o quanto os amamos, o quanto somos gratos por tudo o que eles fizeram por nós – afinal, a Taylor ainda teve um verão para se despedir de seu pai, mas quantos de nós sequer tivemos/teremos essa chance?

Gabriele Sachinski.

Séries com protagonistas femininas apaixonantes – #Parte 2

terça-feira, 30 de janeiro de 2018
Anne with an E: 1ª temporada




       Título original: Anne
       Gênero: Drama, Histórico
       Duração: 352 minutos
       Ano: 2017
              
“Depois de treze anos sofrendo no sistema de assistência social, a órfã Anne é mandada para morar com uma solteirona e seu irmão. Munida de sua imaginação e de seu intelecto, a pequena Anne vai transformar a vida de sua família adotiva e da cidade que lhe abrigou, lutando pela sua aceitação e pelo seu lugar no mundo.”

Anne with na E é uma bela série canadense, disponível na plataforma Netflix, baseada no livro Anne of Green Gables, de L. M. Montgomery, publicada em 1908. Desde os primeiros minutos da série, somos tocados pela simplicidade e pureza da jovem protagonista, tornando impossível não se emocionar com a garotinha.

Anne

Os episódios – 7 ao todo – contam a história de uma garotinha ruiva de 13 anos que foi adotada por engano por um casal de irmãos solteirões, Matthew e Marilla Couthbert, os quais solicitaram ao orfanato um garoto (para que este os ajudasse no trabalho da fazenda), mas, em uma confusão do destino, receberam uma menina em sua casa.

Matthew e Marilla Couthbert

Anne perdeu os pais quando tinha apenas 3 meses, e desde então, passou a viver em lares adotivos, sem nunca conseguir construir laços familiares em nenhuma dessas casas, já que eles a viam como uma criada e não como uma criança.

Como uma forma de escapar da triste realidade que vivia, Anne fugia para o mundo dos livros ou, quando estes faltavam, para o seu mundinho, mantido sempre vivo por sua imaginação fértil. Com sua alegria inabalável, vocabulário difícil e pureza infantil (e com muitas lágrimas, confesso), a menininha consegue conquistar os corações de seus novos pais.

Anne e Mathew

Vencida essa batalha, ela passa a lutar por ser aceita na sociedade rural onde a fazenda Green Gables é sediada – o que não será tarefa fácil, pois ela sofre bastante preconceito por ser adotada, por ser ‘feia’, ou por não filtrar o que fala...

A beleza da série está justamente no fato de a protagonista carregar a esperança característica das crianças, sentimento que, infelizmente, perdemos quando nos tornamos adultos. As descobertas que Anne faz ao longo dos episódios nos tocam porque, muitas vezes, nós também já passamos por aquilo quando mais jovens. Além disso, o fato de ela ter uma língua afiada torna a série bem divertida – o que nos faz alternar entre risos e lágrimas.

Anne na escola

O enredo também aborda temas como amizade, bullying, relações familiares, padrões de beleza, tabus sobre sexualidade e o papel da mulher na sociedade do século XIX.

Deixo aqui meu convite para assistir essa série cativante, tenho certeza que vocês a terminarão como eu: apaixonados pela garotinha e torcendo ansiosamente para que a Netflix produza logo a segunda temporada <3

Link para o trailer legendado:


Gabriele Sachinski

Resenha do livro: Trago seu Amor de Volta sem Pedir nada em Troca de Ique Carvalho

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018




           Editora Arqueiro
           Literatura brasileira / Não ficção
           Número de páginas: 240


A vida de Ique Carvalho era tranquila e parecida com a de muitos jovens de Belo Horizonte, sua cidade natal. Ele morava com os pais e os irmãos, era apaixonado pela namorada e trabalhava na agência de publicidade da qual era sócio. Suas impressões sobre o cotidiano iam para o blog The Love Code, onde podia dar vazão ao seu talento para escrever. Até que, em 2013, dois fatos fizeram tudo virar de ponta-cabeça. Na mesma semana, seu namoro teve um fim traumático e o pai recebeu o diagnóstico de uma doença degenerativa grave, que o mataria aos poucos. Sem chão e em meio a um turbilhão, foi no blog que encontrou refúgio para expressar seus sentimentos. Os textos fortes e genuínos acabaram viralizando, popularizando o site e dando a Ique milhares de fãs e seguidores. Suas palavras possuem o incrível dom de ser, ao mesmo tempo, simples e profundamente verdadeiras, traduzindo o que há de mais puro e desejável no amor. Essa mesma capacidade de causar impacto e despertar as emoções dos leitores permeia as reflexões tocantes de Trago seu amor de volta, seu aguardado segundo livro solo. Ique mais uma vez demonstra sua vocação única como cronista do amor em todas as suas expressões.


Quando estamos com uma grande ressaca literária ou não estamos dispostos a enfrentar um livro extenso, tudo o que queremos é um livro leve, com leitura rápida e com um conteúdo que nos chame a atenção. E eu estou exatamente nessa descrição rsrs.

Peguei o livro do Ique porque o título me chamou a atenção e estava curiosa para ler seus textos, pois ainda não o conhecia. Admiro os autores que conseguem tocar seus leitores com textos curtos e diretos, e principalmente quando se trata de não ficção. Falar da realidade da vida é muito mais difícil do que inventar mil e uma ficções.

Ique fala da sua realidade: O termino do seu namoro, os seus relacionamentos com garotas, amigos, família e seus pais. Seu texto é repleto de sentimentos e e de situações que vivemos no dia a dia. A simplicidade como ele trata essas relações foi o ponto chave da leitura. Ele conseguiu passar uma carga enorme de sentimentos em poucas linhas.

" Então, acredite: o amor,o amor completo,é quando você quer o outro sempre perto.Só isso." pág 18

Os textos nos tocam o coração e são escritos de forma poética. Porém não é difícil de entender, pelo contrário, o livro é escrito de uma forma bem simples e emocionante. O amor é o tema central do livro - amor de amigo, de namorados e o mais forte, entre pais e filhos. Entre seu divagações e lembranças, Ique solta muitas frases que nos marcam e nos fazem pensar.

Prepare o coração para as partes onde Ique fala de seu pai, que tem uma doença degenerativa grave. São carregadas de amor, doçura, dor e saudades. É sempre difícil pensar na partida de um ente querido, apesar de ser a única certeza da vida. E Ique consegue falar sobre sua nova realidade depois da descoberta de doença de seu pai de uma forma delicada e intensa.

O livro mostra que nunca é tarde para amar e para demostrar o amor que temos pelas pessoas. Na realidade, o amor é o único bem que importa e será o  nosso legado para as pessoas que amamos quando morrermos.

A diagramação está muito caprichada e belíssima. As folhas são grossas, amareladas, com muitos detalhes coloridos e ilustrações. A capa tem uma textura chamativa e a divisão dos textos facilita a leitura. A editora está de parabéns com o cuidado e empenho na produção do livro.

Super recomendo!


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...